Resenha: The Heart of Betrayal - Mary E. Pearson

dezembro 21, 2016 / Redação SOODA /

Segundo livro das 'Crônicas de Amor e Ódio', expande o universo dos Remanescentes mostrando traições, culturas e valores que podem ser construídos e desconstruídos, todo o tempo



The Heart Of Betrayal - Série Crônicas de Amor e Ódio (The Heart of Betrayal - The Remnant Chronicles #2)
Livro 02
Autora: Mary E. Pearson
Editora: Darkside Books
Ano: 2016
SKOOB: 4,6 Estrelas / GOODREADS: 4,35 Estrelas
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05 Estrelas

Em The Heart of Betrayal — Crônicas de Amor e Ódio v.2, Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela.
Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.

Autora: Mary E. Pearson é norte americana, moradora da Califórina, é conhecida no exterior principalmente por causa da sua primeira série de livros "The Jenna Fox Chronicles" (sem tradução para o português) e agora está colecionando novos fãs com a série The Kiss of Deception que chegou aqui no Brasil em 2016 pela Darkside Books.



BÁRBAROS:De acordo com o Wikipédia, o termo é utilizado para identificar povos "não-civilizados", a palavra veio do grego afim de denotar, pessoas que não falavam grego, porém foi no Império Romano que essa palavra foi reforçada. Isso claro demonstra a soberba que os ditos "civilizados" possuíam sobre povos desconhecidos. O Resultado fatal disso foi o que? O Império Romano foi derrubado pelos povos bárbaros.

Nas Crônicas de Amor e Ódio, o reino de Morrighan são os remanescentes "escolhidos" e vivem na fartura e conhecimento, e Venda são os bárbaros, que nem organizar um exercito conseguem, pois precisam pensar no comer. Pois é, a questão é: O que você aprendeu sobre o Império Romano? Nunca subestime o inimigo, coisa que os Reinos de Morrighan e Dalbreck nunca deveriam fazer.

Para quem ainda não sabe do que estou falando, As Crônicas de Amor e Ódio é uma série de livros lançados pela autora Mary E. Pearson, no qual o primeiro é "The Kiss of Deception" e conta a história de Lia, uma princesa do Reino de Morrighan que foge de um casamento arranjado com o príncipe de Dalbreck. Esse casamento "selaria" a paz e ambos teriam o controle de todos os remanescentes, de uma vez por todas, incluindo o Reino de Venda, os bárbaros desse mundo . Com a fuga de Lia, além do seu irmão, duas pessoas resolveram ir atras dela, o príncipe e o assassino. A questão é que a gente não sabe quem é quem e os dois se apaixonam por Lia, na verdade, não sabe até a página 250, quando é revelado a nós, quem é o assassino e quem é o príncipe, e assim a história se desenrola até um final arrebatador como foi aquele.

ATENÇÃO, A PARTIR DAQUI A RESENHA CONTERÁ POSSÍVEIS SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO, ENTÃO SE NÃO LEU A HISTÓRIA, E MESMO ASSIM PRETENDE CONTINUAR A LEITURA DESSA RESENHA, A ESCOLHA É SUA. Se ficou curioso com a história, confira a resenha do primeiro livro aqui



O segundo livro da história "The Heart Of Betrayal" começa exatamente de onde terminou o primeiro livro, quando Lia a princesa de Morrighan chega em Venda e cai nas mãos do Komisar (uma espécie de rei). Ele fica extremamente decepcionado porque o seu assassino não a matou. Kaden justifica o seu ato, pois diz que Lia possui o "Dom" e que ele pode ser útil para Venda. O Komisar decide então não mata-la, até ver como se ela poderá ser útil ao seu reino.

Ao mesmo tempo Rafe, o príncipe de Dalbreck decide resgata-la e tenta bolar um plano junto com seus melhores soldados. No final ele também acaba caindo nas mãos de Komisar com a justificativa de ser um emissário de Dalbreck, afim de realizar negócios, entre Venda e Dalbreck sobre o pretexto de que o rei estaria morrendo. O Komisar, é claro, não acredita inicialmente na história, porém não o mata até que um de seus informantes possa confirmar a história.

SOBRE VENDA:Nesse período em que Lia está sob posse de Venda, ela acaba conhecendo o reino. Assim, como o Império Romano subestimava os bárbaros, ela percebe que o povo de Morrighan faz com Venda. Sim, o reino fica num local de difícil acesso e inóspito, e lá não existem prisões, já que todos os seus prisioneiros são logo mortos. Além disso, a justiça em Venda é super carrasca, qualquer sinal de "traição" pelos seus próximos, terminava em morte, inclusive o Komisar se não soubesse costurar boas relações, era assassinado, e assim o seu assassino virava um novo Komisar, não existia hereditariedade nesse reinado. Porém, conforme vamos conhecendo as várias famílias e pessoas, percebemos que o povo pode ser bem hospitaleiro, e apesar de muitas necessidades, devido a escassez de alimentos, eles partilhavam as coisas de maneira muito melhor que em Morrighan.

Além disso, descobre-se que Venda, que não é bem conhecido por suas táticas de guerra, estava se preparando na surdina, para um ataque que poderia acabar com qualquer reinado.

Lia, além de conhecer in loco sobre o reinado e a cultura de Venda, começa a ler também uns escritos que ela roubou no primeiro livro (lembram?), onde o seu nome pode estar envolvido em uma profecia que poderá mudar os rumos do mundo dos Remanescentes, além de perceber que nem tudo que os eruditos de Morrighan contavam sobre o passado desses reinados era verdade, e que os "escolhidos" talvez não fossem tão escolhidos assim.



ROMANCE: Fica bem claro desde o inicio do livro, quais o sentimento de Lia por Rafe e Kaden. O que acontece é que as vezes por conveniência e sobrevivência, ela precisa realizar algumas atitudes um pouco mais assertivas, afim de um objetivo maior e lá pelo meio da história o Komisar percebendo o quanto o povo de Venda começa a ter sentimentos por Lia, decide fazer algo, o qual deixa ela em uma situação bem constrangedora.

Além disso, um plano de fuga de venda vem sendo arquitetado pelos soldados do príncipe, de maneira bem primorosa.



Um pouco diferente de "The Kiss of Deception", Mary E. Pearson decide deixar a história um pouco menos poética, não deixando de lado, uma ou outra frase de efeito. Isso é causado, pois ela precisa explicar muitos detalhes sobre os aspectos culturais de Venda, deixando o romance como algo importante, mas não preponderante.

O Cliffranger nesse livro é um pouco menos doloroso que o da primeira história, o que não significa que não permita que a gente fique doido para saber o fim da trajetória de Lia e que mudanças irão ocorrer no Mundo dos Remanescentes. No mais, a minha maior critica à história é o uso do termo "Crônicas de Amor e Ódio", ao invés de usar "Crônicas dos Remanescentes".

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