Resenha: Delírio - Lauren Oliver

agosto 22, 2015 / Francisco Soares Chagas Neto /


Delirio (Delirium)
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
3 Estrelas

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos.
Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas.
Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Autora: Lauren Oliver é uma escritora norte-americana. nascida em Nova York, graduada em Literatura e Filosofia, a autora diz que durante a sua vida ela adorava ler e sempre foi incentivada pelos pais a realizar esse seu hobby. Segundo a autora, uma das inspirações para escrever Delirio, foi o autor Gabriel Garcia Marquez. Hoje, a escritora tem diversos livros publicados, sendo somente a triologia Delirio e Antes que Eu Vá, traduzido pela Editora Intriseca.

Resenha: Imagine um mundo onde o Amor é visto como uma doença que é o principal male e precisa ser erradicada para que a população possa viver "tranquilamente", conseguiu? Então, esse foi o maior desafio de Lauren Oliver, ao escrever Delirio, o primeiro livro da triologia de mesmo nome, que vai contar a História de Lena, uma personagem que vive num mundo (distópico), onde o amor é visto como a doença "Deliria" e é erradicada em todos as pessoas que vivem na comunidade, chegando aos 18 anos.

Como a maioria das distopias, a nossa personagem principal, começa ver que existe alguma coisa de errado com essa perspectiva de "mundo perfeito", e nesse contexto é interessante perceber as metáforas que a autora utiliza para nos mostrar, questões como medo de enfrentar o desconhecido e isso nos leva a seguinte questão, estamos tratando as epidemias que existem no nosso mundo, como se fosse algo cruel e que as pessoas que adquiriram determinadas doenças devem pagar por esse pecado sem ter culpa de ter ficado doente? devemos acreditar fielmente no Estado e na Ciência?



É bem interessante de perceber como a autora criou esse mundo, ela é bem detalhista, descreve de modo que a gente se sinta nessa realidade, confesso que achei algumas descrições enfadonhas e algumas vezes me arrastei pela leitura, mas consegui termina-la de modo que tenha interesse de ler as sequências, até porque ainda ficaram muitas dúvidas no ar de forma intencional, para que a gente continue a leitura até o final.

Bom, sendo assim sou da opinião de que prefiro ter a doença "Deliria" a ter uma sobrevida, e você? acompanhe a leitura e saiba mais.

Abaixo, podemos ver um Book Trailer direto do site da autora, ele esta inglês, porém as cenas falam por si só e no final a pergunta que fica é "se o amor fosse uma doença, você iria querer a cura?"



Skoob: 4 Estrelas
Good Reads: 4.02 Estrelas

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