Resenha: A Colina Escarlate (Filme)

outubro 25, 2015 / Everton Assis /

O que de macabro poderia ter em uma antiga casa em uma colina?




A Colina Escarlate (Crimson Peak)
Lançamento: 15 de outubro de 2015
Duração: 1h59min
Dirigido por: Guillermo del Toro
Gênero: Terror , Drama , Romance
Nacionalidade: EUA
04 Estrelas

Apaixonada pelo misterioso Sir Thomas Sharpe (Tom Hiddleston), a escritora Edith Cushing (Mia Wasikowska) muda-se para sua sombria mansão no alto de uma colina. Habitada também por sua fria cunhada Lucille Sharpe (Jessica Chastain), a casa tem uma história macabra e a forte presença de seres de outro mundo não demora a abalar a sanidade de Edith.

O Dia das Bruxas está chegando, aqueles filmes pavorosos que vem com o intuito de querer assustar começam a aparecer, e eis que no ano de 2015, surge do aclamado diretor Guilherme Del Toro “A Colina Escarlate”(Crimison Peak), obra escrita pelo próprio diretor que vem com um propósito muito maior do que apenas assustar, mas te levar a certas reflexões e incômodos que merecem destaque.

O filme conta a história de Edith Cushing, uma escritora que desde pequena descobre que tem um dom de falar com fantasmas, aliás, desde a morte da sua mãe ela é avisada que fique longe da Colina Escarlate. Ela então cresce e acaba se apaixonando pelo britânico e misterioso Thomas Sharpe com quem se casa, após a morte de seu pai, e vai viver em sua residência junto com a irmã dele Lucille Sharpe, é nesse instante que a história começa a se desenvolver, e trazer o tão prometido terror.


Nesse processo, começa a aparecer a figura de vários fantasmas, que tentam alertar Edith e convencê-la de ir embora. Os fantasmas mostram o quão belo o horror pode ser, Del Toro não errou na mão ao cria-los, usando a tonalidade de vermelho, por cima de uma figura que se assemelha a um esqueleto desfigurado, e que apresenta uma certa transparência dando o ar fantasmagórico (muito lindo, de verdade), e com as tonalidades negras da casa, esses fantasmas se destacam na história.

Ao mesmo tempo Edith começa a perceber aos poucos que se meteu numa encrenca sem tamanho, levando-se em consideração a irmã de Thomas, que abre o sorriso em alguns momentos, na verdade somente em momentos certeiros, mas que na maior parte do tempo mantem o seu ar de obscuridade. Thomas mantem esse ar também, porém conforme a história vai se desenvolvendo, percebe que ele começa a ter um apreço de verdade para com Edith, e aos poucos você percebe a evolução desse romance gótico.

A área onde fica a Casa é chamada de Colina Escarlate pelos cidadãos das cidades vizinhas, claro apresenta um ar sombrio que a muito lembra os grandes castelos ingleses do século XVI, porém com muitos problemas, como o buraco no centro do castelo, onde a neve entra com toda a força, e no subsolo que na época do frio, a casa afunda numa espécie de lama vermelha, o que apresenta assim, um local que a qualquer momento pode desabar. Vale se destacar, que a fotografia do filme é perfeita, gerando imagens de tirar o fôlego, com o ângulo frontal da casa, o seu interior, extremamente decorado, e claro os fantasmas dão o toque especial. Somado a isso, percebemos que as roupas foram especialmente escolhidas para o filme no sentido de contrastar com o aspecto da casa, principalmente as da Edith, como uma forma talvez de colocar em pauta que a personagens veio prestes a trazer luz, onde há escuridão, ou não necessariamente luz, mas mudanças.


No desenrolar da história você percebe que nem tudo é o que parece e antes do meio do filme, você começa a compreender e ligar os pontos para o final, como se sua mãe estivesse tentando lhe ensinar 2+2 é 4, só que com a diferença é que esse 2+2 não é ensinado de maneira óbvia, talvez aí, é que se encontre a vontade de continuar o filme até o fim.

O filme não possui muitas cenas de sustos, mas não chega a ser um horror, na verdade os horrores estão nas descobertas do quão os personagens podem ser mau caráter e fazer coisas, que nenhum vilão no mundo teria coragem. As coisas não correm com muito exagero, Del Toro sabe utilizar os seus recursos de maneira positiva, tornando a experiência de assistir os seus filmes mais perfeitas.

Vale muito a pena assistir ao filme, assim que tiverem a oportunidade, assistam. Até mais soodinhas.

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