Resenha: Os Dois Mundos de Astrid Jones - A. S. King

outubro 06, 2015 / Everton Assis /

Os Dois Mundos de Astrid Jones (Ask The Passengers)
Escritora: A. S. King
Editora: Gutenberg
Ano: 2015
03 Estrelas

“O movimento é impossível.” É o que Astrid Jones, 17 anos, aprendeu na sua aula de filosofia. E, vivendo na pequena cidade em que mora, ela começa a acreditar que isso é mesmo verdade. São sempre as mesmas pessoas, as mesmas fofocas, a mesma visão de mundo limitada, como se estivessem todos presos em uma caverna, nunca enxergando nada além.
Nesse ambiente, ela não tem com quem desabafar suas angústias, e por isso deita-se em seu jardim, olha os aviões no céu, e expõe suas dúvidas mais secretas aos passageiros, já que eles nunca irão julgá-la. Em seu conflito solitário, ela se vê dividida entre dois mundos: um em que é livre para ser quem é de verdade e dar vazão ao que vai em seu íntimo, e outro em que precisa se enquadrar desconfortavelmente em convenções sociais.
Em um retrato original de uma garota que luta para se libertar de definições ultrapassadas, este livro leva os leitores a questionarem tudo e oferece esperança para aqueles que nunca deixarão de buscar o significado do amor verdadeiro.

A. S. King: É conhecida por seus romances premiados para jovens, embora também escreva para adultos. Seus livros já ganharam diversas premiações. Depois de mais de uma década morando na Irlanda, período em que se dividiu entra restauração de sua fazenda, a alfabetização de adultos e a escritora de romances.

Resenha: Pergunto a você, como não se identificar com Astrid Jones? No auge dos seus 17 anos é esta começando a passar por problemas, tanto internos como externos. Alguns fatores estão ajudando a aumentar a confusão mental, como a difícil relação entre seus pais, a pouca amizade, pensar no futuro e um começo de relacionamento.

Jones esta com medo do que esta sentindo e não sabe como lidar com isso, tudo parece novo, quantas vezes não nós sentimos assim ? fugindo ou omitindo por não saber lidar com as futuras consequências. Jones não tem muitas opções para guia-la neste curso, em sua casa a relação com seus pais não e nada boa, sua mãe que sempre acha um lado negativo nas coisas ou seu pai que a cada dia esta mais distante dela ou sua amiga que quer força-la a seguir seus passos, nessa perspectiva Jones tem um mundo dentro dela, aonde pode relaxar e não ter preocupações, e Jones usa os passageiros de voos como uma rota de fuga, pois sabe que eles não a veem e nem a julgam, sendo assim ajudando ela a passar por toda essa confusão.



Gostei de como Jones usa os passageiros de voos e cadeiras aleatórias para lhe ajudar na reflexão do que aconteceu, aonde manda seu amor e cria uma historia baseada a situação que aconteceu. Jones também usa a filosofia a seu favor, com as citações e paradoxos ela trilha seu novo caminho.

Adorei como a autora aborda assuntos sempre atuais sem que a nós fiquemos confusos é também não fez a historia se torna previsível demais. E como se desse a opção as ações de Jones nos levarem a outro rumo. Tenho certeza que as pessoas que leram esta resenha vão adorar o livro tanto quando eu.

Skoob: 4,2 Estrelas
Goodreads: 3.90 Estrelas

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