Resenha: A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

novembro 10, 2015 / Redação SOODA /

Como as ações de uma pequena garota podem desencadear raiva e colocar a tona grandes segredos.


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rainha vermelha, trilogia rainha vermelha, victora aveyard, resenha, seguinte A Rainha Vermelha (Red Queen)
Volume 01, Trilogia A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Skoob: 4.4 Estrelas / Goodreads: 4.1 Estrelas
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04 Estrelas

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Autora: Victoria Aveyard cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.

Resenha: Recentemente tenho visto e lido, muitas pessoas falando das distopias. Que elas estão se pulverizando, e que segundo eles com poucas inovações, inclusive Rainha Vermelha tem sido criticada muito nesse quesito; falta da inovação. Compreendo e até considero interessante essas críticas terem voz, no sentido de trazer ao público leitor inovações, afinal é das críticas que vamos nos melhorando, de fato. Porém vale ressaltar a presença dos novos leitores, daqueles que ainda não tiveram empatias com as histórias que hoje se encontram, mas que podem se realizar por essa multidão de histórias que estão nascendo. Essas leituras podem até se tornar um incentivo para que esses leitores continuem lendo e que finalmente possamos nos orgulhar de ser uma país de leitores no futuro.

E nesse contexto que começo a resenha de Rainha Vermelha, escrito por Victoria Aveyard, uma das mais novas distopias que tem virado a nova queridinha dos leitores e daqui a alguns anos, poderá ser dos expectadores de blockbusters também (tendo em vista que os direitos já foram vendidos para o Cinema).

A história central atrai, uma sociedade dividida pelo sangue, onde os prateados são detentores do poder, devido aos seus poderes sobrenaturais, e os vermelhos que são escravizados, pelos prateados, por não possuírem poder. E nesse contexto aparece a nossa protagonista, Mare Barrow uma vermelha que possui poderes e que pode mudar os rumos desse jogo.

Vou tentar dividir a resenha por parte, que talvez ajude a facilitar o nosso entendimento.

MUNDO: A história começa-se num vilarejo da nossa heroína, vilarejo dos vermelhos denominado Palafitas, sugestivo o nome, tendo em vista que a maioria das pessoas que vivem neles, moram em condições sub-humanas, sem infraestrutura. O inicio da história se dar a entender que trata-se de um mundo parecido com a nossa idade Média, porém ao decorrer da história, percebemos que ele tem aparatos tecnológicos suficientes, para ser considerado na verdade, um mundo superior ao que estamos na atualidade.

Próximo ao vilarejo dela, existem outros, que circundam o castelo de verão da família real, um castelo, o qual se assemelha muito a torre em Divergente, ou ainda o Castelo da Capital em Jogos Vorazes, o que não me assusta, pois, a ideia dessas descrições é que a gente se fascine o máximo possível dessas construções e edificações, montadas em torres de diamantes e tal, tal e tal... Para que assim possamos perceber a diferença gritante, entre os pobres e ricos.

Uma das primeiras cenas descritas no livro, se assemelha com os duelos de gladiadores, talvez por isso, acreditamos que se passe na Idade Média. Confesso que muitas vezes me incomodou não conseguir determinar exatamente que tempo seria esse, ou até mesmo se estaríamos em outro planeta, afinal estamos acostumados com a lógica temporal em nossas mentes. Superando isso, ainda podemos destacar momentos como a Prova Real, que condiz no Príncipe escolher a sua nova princesa, para se tornarem Reis no futuro. No final das contas entendi que a intenção da autora talvez seja em colocar que apesar de sermos avançados tecnologicamente, acabamos regredindo de novo a época da Monarquia.

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PERSONAGENS: Gosto da descrição e personalidade dos personagens. Mare Barrow por exemplo, tem um nítido crescimento durante a história, afinal ela começou como uma ladra, e que não conhecia de fato quase nada do mundo e de repente foi jogada na cova dos leões. É fácil compreender que apesar de sua personalidade forte, ela possa ser manipulada, mas pode superar isso. Aliás, lembro que quando era adolescente, do quanto me achava inteligente, safo, mas aos poucos a gente percebe que somos apenas uma engrenagem de uma peça maior, talvez o mais inteligente, seja a gente entender isso antes que o tombo seja maior. E uma frase dita por um dos personagens que mais ensinou Mare é “todo mundo pode trair todo mundo”.

Gosto dos outros personagens, dos outros dois príncipes, um deles que tecnicamente parece ser bobão, porém vai crescendo durante toda a história, se tornando um personagem chave, e o outro príncipe, mais parecido com o que estamos acostumados a ver, porém que aprende muito com os seus erros.

A Rainha é uma vilã que é difícil não se antipatizar e amar ao mesmo tempo, com o poder que ela tem, com a forma que ela se dirige a Mare, e uma personagem que é capaz de tudo a chegar aos seus objetivos finais e que sem dúvida o Rei, acaba se assemelhando a um fantoche do lado dela. Confesso que isso não soa tão inovador, mas do jeito que é tratado é no mínimo interessante.

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ENREDO: Eu considero que a história é bem delimitada, a gente consegue entender facilmente os seus altos e baixos e suas mudanças. A história não fica cansativa, ao contrário, quanto mais a gente ler, mais da vontade de continuar. Tenho que considerar que a história lembra muito outras, como Divergente, X-men, Jogos Vorazes e Game Of Thrones, mas esse emaranhado de outras histórias, acabam ficando interessantes e segue uma linha de raciocínio convincente.

É fácil perceber como a autora coloca muito em voga que existe uma distinção entre vermelhos e prateados só que ao mesmo tempo que existe essa distinção, devido aos poderes que os prateados têm, eles ainda possuem semelhanças em relação a muitas coisas, entre elas o medo. E que simplesmente, quando uma vermelha apresenta poderes, essa distinção pode desaparecer. E nesse contexto, vemos que muitos vermelhos já não aguentam essa submissão.

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Em meio a tudo isso a autora nos coloca em pontos de que aquilo que parece perfeito entre prateados, de fato é um mundo mais sujo do que a sujeira em que os vermelhos vivem, e que existem muitas conspirações e que podem acabar com o mundo, bem mais rápido do que a luta entre os vermelhos e prateados, afinal ninguém espera que o tiro venha do fogo amigo né.

Entre intrigas, conspirações, luta de classes, luta pela liberdade uma história vista como um conjunto de outras histórias, se torna muito mais do que isso, se torna um importante exercício de reflexão, entre os valores da sociedade, do certo e errado, do que é realmente importante no nosso processo de escolhas, para nos tornar-nos cidadãos melhores.

E Rainha Vermelha é isso, Rainha Vermelha é o certo, é o errado, é a cópia, é original, é a mesmice, é a mudança, depende do ponto de vista que você quer ver a história. Já estou na expectativa do segundo livro e do filme.

Confira a resenha de Espada de Vidro, segundo volume da trilogia Rainha Vermelha.

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