Ensaio - De Portas Abertas para o Amor

dezembro 26, 2015 / Redação SOODA /

Um dia guardado dentro do meu peito, nunca acreditei que fosse possível trazer a vida. Escondi e nunca quis saber o paradeiro dele, tinha decido que finalmente caminharia 100% na racionalidade da alma e que as emoções não me afligiriam.

Minha escolha pautou nas várias vezes que sofri, deixei as lagrimas escorrerem, onde ele simplesmente batia forte, não foi uma ou duas vezes, acho que talvez uma dezena de vezes. As vezes duravam 3 meses, mas podiam durar três anos em que eu simplesmente achasse que amasse, mas no fim de tudo era apenas paixão. Daquelas que cortam as ligações entre o seu cérebro e sua alma.

A primeira delas tinha 12 anos, cabelo de cuia, liso, ele dois anos mais velho que eu, por ele tudo podia fazer, mas ele nunca podia saber que meus sentimentos sempre existiram, escolhi ser flamengo, Corinthians e Remo, escolhi sofrer, escolhi chorar, mas finalmente passou, coisas de primeiro amor. Depois disso, veio, o segundo, o terceiro e por aí foi.

Foram anos, imaginando se feliz com pessoas que nem me notavam, ou se me notavam fingiam que não, foram anos, trocando de sala, pra mais próximo ficar, fazendo esportes, sem nunca faltar, desviando os caminhos de volta pra casa, desafiando o perigo da urbanidade, iniciando projetos de trabalhos, correndo, pulando e no final das contas, nunca chegando a lugar nenhum.

Então decidi fechar, ser o que todos são, me tornar uma pessoa que não trabalha com sentimentos, sempre racional, nunca passional. Pude aproveitar, ficar com aqueles que me queriam, mas de uma noite não passar, foi legal, foi animal, mas um vazio ainda ficava, porque isso satisfaz o superficial e não o interior.

Resolvi então tentar além disso, tentei uma vez, tombei com a cara no chão, eis que vem a segunda vez, resolvi tentar pra valer, continuar, ver até onde vai, e aos poucos aquilo que era fechado começava a se abrir, levando uns tombos nesses percalços por ser ainda inexperiente, e talvez com medo, porque muita coisa mudou nesses anos que estavam fechados. Mas quem chegou tem cuidado desses anseios, tem tornado o mundo mais leve, tem cuidado muito bem dele, e simplesmente as portas do amor, estão abertas. Sujeitas a sofrer de novo, talvez, mas se não houver a oportunidade de tentar, como vou saber se agora vai ser?


Meu coração se abriu para ele, meu coração ama, meu coração quer seguir em frente com ele, quer ser aquilo que não foi, quer uma companhia, para as emoções que virão, não quer só racionalidade, quer agora a felicidade, e isso só acontece com a integração entre o ser racional e o ter emoção. 5 meses já se passaram, desde que meu coração voltou a bater 100% nesse mundo, e só tenho agradecer por aquele que me ajudou a isso. Te amo, minha Vida !

Por: Francisco Chagas Neto

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