Resenha: Claros Sinais de Loucura - Karen Harrington

janeiro 19, 2016 / Redação SOODA /


Claros Sinais de Loucura
Karen Harrington
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
04 Estrelas

Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra.
Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas. Com a chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que ainda não aconteceu.
Mas a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro.

Escritora: Karen Harrington nasceu no Texas, onde mora com seu marido e filhos e um cachorro alfabetizado, escreve desde muito nova é ja publicou um livro para seu cachorro, adora LITTLE WOMEN da Louisa May Alcott. Claros Sinais de Loucura e seu primeiro livro para jovens.

Loucura. S.f. perturbação mental; demência; insanidade.” - (HARRINGTON, p. 12)

Resenha: Às vezes fico refletindo, o quanto louco somos, o quanto podemos fazer coisas insanas, o quanto a mente pode ser perturbadora. Isso, eu imagino sendo considerado pela sociedade como uma pessoa normal (até onde eu sei). Agora imagine uma adolescente de 12 anos de idade, que sua mãe tentou matá-la afogada, e foi internada em um hospital psiquiátrico e tem um pai alcoólatra. O quanto essa história de loucura deve permear a sua mente. Essa é Sarah Nelson, protagonista do livro Claros Sinais de Loucura.

Sarah Nelson é uma adolescente, que tem como amiga uma planta, ela também possui uma mania de querer saber o significado das palavras, dois diários (um falso e um verdadeiro), e uma leve paranoia de que poderia se tornar louca como a mãe, e procura sinais de que isso pudesse ser verdade.

O livro, conta a sua vida a partir de seu aniversário de 12 anos de idade, e seu verão posterior, onde ela queria que fosse diferente, fosse longe da casa dos avós e que fosse relativamente mais movimentado do que os outros anos, e de fato foi. Apesar de ter ficado em casa, Sarah Nelson, conseguiu transformar seu verão numa experiência inesquecível e de crescimento extremamente enriquecedor.

Tudo começa, quando seu professor de inglês desafia os alunos a escreverem cartas durante o verão para os seus personagens favoritos, e Sarah escolhe Atticus Finch do livro “O Sol é para Todos” de Haper Lee, e assim a história se intercala, por suas experiências vividas e suas reflexões escritas para Finch.

Ao ler a sinopse imaginamos que Sarah, fosse uma adolescente traumatizada, com as situações ocorridas em sua vida, de certa forma ela é muito nêurada, porém ao contrário do que se imagina, Sarah Nelson, apesar de ter muitas dificuldades em lidar com determinadas situações, ela consegue superar, não como um adolescente revoltada com tudo e com todos e sim como uma adolescente que não quer nada mais do que viver sua vida normalmente como qualquer outra pessoa.


É claro que ela tem algumas manias, como a de conversar com a sua amiga Planta, além de sentir a falta de sua mãe, e querer que seu pai não fosse um alcoólatra, mas levando-se em consideração que os adolescentes passam por vários dilemas, talvez não dessa magnitude, mas mesmo assim devem ser reconhecidos, eu acho que Sarah Nelson consegue levar tudo com muita leveza, um pouco de drama é claro, mas sempre refletindo muito sobre suas ações.

Talvez, esse seja um ponto alto do livro, a forma como ela se porta perante as ações, que demonstra que ela não é uma adolescente comum, louca, talvez um pouco, mas todos nós somos um pouco, temos as nossas neuras e insanidades, e vai! Ela tem uma vida meio conturbada, dá um desconto, né. Mas acima de tudo, ela consegue tirar lições de seus aprendizados e seguir em frente.

Toda essa história é permeada pela escrita leve da autora, que faz com que a leitura seja bem rápida, mas que seus ensinamentos possam ficar por muito tempo em nossas memórias. No fim, Claros Sinais de Loucura, mostra que os sinais de loucura, pode ser na verdade, nossos sinais de que estamos vivendo a vida, tendo experiências e de fato, crescendo.

“Uma onda de carinho e amor toma o meu peito. Eu a abraço e descarrego todo o peso da minha felicidade recém-descoberta.” - (HARRINGTON, p. 250)

Skoob: 4,2 Estrelas

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