Resenha: Perdido em Marte - Andy Weir

fevereiro 16, 2016 / Redação SOODA /

Perdido em Marte é uma ótima história tanto no cinema, como no livro e com certeza irá despertar o interesse dos jovens para esse mundo fantástico da Ciência




Perdido em Marte (The Martian)
Andy Weir
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Indicações ao Oscar do Filme: Melhor Filme, Melhor Ator, Roteiro Adaptado, Efeitos Visuais, Edição de Som, Mixagem de Som, Direção de Arte, Design de Produção.
5 Estrelas

Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.
Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.
Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.
Com um forte embasamento científico real e moderno, 'Perdido em Marte' é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.


Autor: Andy Weir é aqueles nerds com "N". Ele sempre quis ficar inteirado desse mundo espacial. Além disso, desde os 15 anos ele trabalha em um laboratório nacional americano, e hoje é Engenheiro de Software. O cara é safo heim. O livro "The Martian" é a sua primeira obra, apesar de já ter escritos alguns contos antes. Ah sim, agora é também é rico, tendo em vista que sua obra foi adaptada para o cinema e está concorrendo ao Oscar em 7 Categorias

Resenha: Não é incomum a ciência está presente nos livros de ficção. Afinal, não seria à toa que se criaria o gênero de ficção científica. E se eu tivesse que fazer uma lista com grandes obras desse gênero nos dias atuais, com certeza não hesitaria em colocar “Perdido em Marte” de Andy Weir. É bonito, é tenso, é engraçado, é ciência.



Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes (nave espacial) nem com a Terra. Todos acham que eu estou morto. Estou em um Hab projetado para durar 31 dias. (p. 14)

O livro de Andy Weir conta a história de Mark Whatney, um botânico e astronauta da NASA que acaba sendo deixado em Marte depois de quase morrer em uma tempestade ocorrida no Planeta Vermelho, obrigando os tripulantes abandonarem a Missão do Ares 3 e retornarem ao Planeta Terra. Ao acordar, depois da tempestade Mark, observa que está sozinho no Planeta, sem nave e tripulação e assim começa a sua luta incessante pela sobrevivência.

Quando começamos a degustar a obra, parece que estamos juntos com Mark nessa luta pela sobrevivência, onde ele tem apenas o Hab (Espécie de casa preparada para sobrevivência humana), alimentação (que duraria por volta de 6 meses), trajes especiais, e outros objetos pessoais, dos tripulantes da Hermes (Nave da operação). Porém ele a princípio não tem uma coisa essencial: Comunicação com o Planeta Terra, assim todos pensam que ele está morto, fazem seu funeral e inclusive imprimem um selo em homenagem em sua morte (quando descobrirem que ele está vivo, o que vão fazer? Esperar a morte dele para relançarem? Hehehe. Desculpem pelo humor ácido).

Por falar em humor ácido, o que não falta é humor ácido de Mark. O livro é contado de duas formas: em primeira pessoa, onde podemos ver o diário de bordo de Mark, recheado de piadas extremamente engraçadas do tipo, Sério que você está só em Marte? como consegue ter esse senso de humor todo? A outra parte do livro é contado em terceira pessoa, e normalmente ocorre quando, naturalmente, Mark não está presente, ou ainda, quando ele não pode escrever o Diário de Bordo, o que não deixa o livro menos engraçado. Andy Weir consegue nos tirar boas risadas desse livro.



Um dos pontos mais interessantes do livro, são as questões relativas a ciência. Seja ela biológica, seja ela da computação, seja ela ciências exatas. É perceptível que Andy Weir fez uma pesquisa intensa para desenvolver a obra, o que não esperaríamos menos de um Nerd como ele. Enfim, a questão é que existem muitas discussões cientificas que poderiam ser tão chatas, mas pelo contrário, são ótimas, aliás maravilhosas, fez eu até pensar em estudar um pouco de Física, Química, Biologia (só pensar, viu). Então imagino que esse livro é também um grande serviço para os jovens despertarem o interesse na ciência.

Fiquei triste que algumas situações descritas no livro, são facilmente questionáveis. Não por mim é claro; sou só um mortal que escreve sobre flores livros, mas por doutores de universidades conceituadas em todo o mundo. Mas, ele tem muitos acertos. Inclusive referente a plantação de batatas em Marte (Uauuuu, ele é fodástico!). Você pode ver as teorias que são certas ou erradas no livro/filme aqui e aqui.



Outro ponto interessante desse livro, é referente as disputas internas no interior da NASA. É aquela história, quando você junta um monte de pensadores, tais como pesquisadores doutores que lá existem, é um querendo ser mais inteligente do que o outro, mostrando assim como funciona essa disputa de egos, ás vezes esquecendo que o mais importante é a vida humana (nesse caso a vida de Mark).

Esse livro além de tudo isso, ainda é um ensinamento de sobrevivência, o que o homem faz para sobreviver em um ambiente hostil. É claro que no meu caso, a minha inteligência não permitiria que eu sobrevivesse em Marte em 1 dia (talvez por isso eu nunca vá para Marte). Mas, o processo de luta para sobreviver é essencial. E nesse caso ele usou muito as suas habilidades e conhecimentos para isso. Reaproveitou a água e o oxigênio como pode, fez improvisações que achou necessária, e quando algo dava errado (e sempre dava, porque Marte parece que conspirava contra a vida de Mark) ele refazia o seu caminho para sobreviver. Aliás teve uma cena do livro que achei muito engraçado, quando ele começou a gritar algo como “Desisto de viver”, “não aguento mais isso”, “vou morrer e pronto” e logo depois falou “acabou o piti, vamos pensar como faço para reverter essa situação” (ri alto, altão mesmo).



Bom, em relação a edição brasileira, senti alguns errinhos de tradução, o que não diminui o encanto da obra. Gostei da diagramação, divisão dos capítulos e sessões e espaçamento bem confortável. Agora posso confessar uma coisa para vocês? Eu confesso que apesar de ter a capa do filme, preferia a capa original, então fica aqui minha dica para editora Arqueiro #perdidoemmartecapaoriginal (grandeee).



Então é isso galera, afinal de contas, Perdido em Marte “é a junção da luta pela sobrevivência com ciência e Marte, trazendo boas doses de humor e discussões que pode ficar para sempre em nossas memórias”

Mark Watney é um especialista em sobrevivência em Marte. Se existe alguém capaz de sobreviver lá é ele. (p.261)

E não se esqueçam Soodinhas, no próximo dia 27/02 teremos evento, no Cine-Teatro do Aslan Gentil, e esse livro estará entre os apresentados. E fiquem de olho que Quinta-Feira tem mais resenha de livros que tiverem filme adaptados e estão concorrendo ao Oscar esse ano. E o próximo livro será...


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