Resenha: Will & Will - John Green & David Levithan

fevereiro 02, 2016 / Francisco Soares Chagas Neto /


Will & Will
John Green & David Levithan
Editora: Galera
Ano: 2014
4 Estrelas

Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

John Green e David Levithan escrevem juntos a história de Will & Will que possuem o mesmo nome de Will Grayson e devido uma coincidência do destino, os dois personagens se conhecem. Nomes homônimos não são tão incomum assim, eu também tenho um amigo Francisco Chagas Neto que gerou várias confusões. Eu consegui um emprego por causa dele, e também quando ele foi primeiro lugar de uma Universidade do Pará, os meus amigos me ligavam para saber se era eu (bem que podia ser, né... mas meu esforço não chega a tanto...).

Enfim, essa dualidade na história é interessante, da mesma forma que os escritores escrevem o livro pela perspectiva dos dois personagens. Que algumas vezes são até semelhantes em muitas características, uma bem típica dos adolescentes é a capacidade de não ter interesse em nada no mundo, alias achar que o mundo girar ao redor do seu umbigo, não é bem algo que seja difícil de encontrar, enfim.

Os personagens têm várias amizades, interesses, descobertas, decepções, isso tudo com uma leveza de escrita que nos leva a devorar o livro rapidamente, além do recheio de morais que realmente nos leva a reflexões de atitudes e o excesso de julgamentos acerca das pessoas, sem conhecer suas experiências, vivências e anseios.

Enfim a história finaliza, com um aprendizado acerca do amor, das várias formas de amar, de seguir adiante, de pensar em como podemos ser evitando os malditos pré-julgamentos e claro de se permitir, porque muitas vezes, alias na maioria das vezes nós somos culpados de nossa própria infelicidade e para seguir adiante, precisamos tentar, mas não só tentar.... TENTAR, porque o mundo é formado de erros criados por nós, mas pior do que errar é não tentar, e se arrepender depois. E o livro leva a essas questões e reflexões. Ah, um detalhe do livro... Um Will Grayson é heterossexual e o outro é homossexual, mas isso é só um detalhe tratado de maneira natural, como deveria ser.

Skoob: 4,0 Estrelas

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