Resenha: Espada de Vidro - Victoria Aveyard

abril 12, 2016 / Redação SOODA /

Imagine você ser tirado de sua família porque tem uma habilidade extraordinária, e as pessoas precisam de você para completar uma farsa. Junte isso, com a sua vontade de vingança porque passou a vida inteira sendo dominada por uma classe superior. Além de tudo isso você soma uma traição da pessoa que você mais confiava? Da no que? Mare Barrow em Espada de Vidro.

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Espada de Vidro (Glass Sword)
Volume 02, Trilogia A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano: 2016
SKOOB: 4.3 Estrelas / GOODREADS: 4.0 Estrelas
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04 Estrelas

O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Victoria Aveyard: Cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.

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Levo um instante para perceber que a pergunta é para mim (...) Mas na verdade a pergunta não é para mim. Não é para Mare Barrow (...) a ladra (...) Kilorn procura outra pessoa, a pessoa que me tornei dentro do palácio, na arena.” (p. 25)

Resenha:Espada de Vidro é a tão esperada continuação de Rainha Vermelha, primeira série da autora Victoria Aveyard que conta a história de uma sociedade dividida pelo sangue, onde as pessoas de sangue prateados possuem poderes sobrenaturais se tornando dominantes e as pessoas de sangue vermelho que não possuem poderes e são dominados, porém Mare Barrow é uma Vermelha com poderes, podendo causar um desequilíbrio nessa sociedade, e assim se inicia a trama com muitas conspirações, disputa pelo poder e a frase mais batida da história “todo mundo pode trair todo mundo”. (Você pode conferir a resenha do primeiro livro aqui).

Se você caiu de paraquedas nessa resenha e ainda não leu o primeiro livro, recomendamos que volte assim que finalizar a primeira história, porque essa resenha estará cheia de spoilers do primeiro livro, mas se mesmo assim você quiser continuar, fica por sua conta (hehehehehe, não vem me denunciar não).

A história de Espada de Vidro, inicia com a continuação da cena de fuga da Mare junto com o príncipe Cal, depois da fatídica traição de Maven, onde a fez parar numa arena de combate, lutando pela vida, e matando geral (Vid4 Lok4). No início do segundo livro ela cai numa armadilha junto com a Guarda Escarlate, mas eles conseguem fugir, e vão parar numa ilha, onde ela percebe que a Farley e seus soldados era somente uma pequena célula da Guarda Escarlate.


A Guarda Escarlate na verdade é uma organização bem mais organizada do que se imagina, com pessoas em vários reinos em todo mundo e que existe muita gente por trás desse jogo. Então ao chegar lá, ela encontra o capitão e sugere o plano dela de convencer os outros vermelhos que possuem poderes, e estão espelhados pelo reino, a se juntarem na guerra contra os prateados. Porém o que ela começa a perceber é que ela é vista como uma aberração, e o príncipe será a moeda de troca necessária para eles levarem o plano de salvar uma legião de crianças da guerra.

Então a partir desse momento começa a chuva de traições, e aquela fatídica frase “todo mundo pode trair todo mundo” começa a fazer mais sentido do que nunca, inclusive a Victória Aveyard trai os nossos sentimentos a todo instante nesse livro, fazendo a gente acreditar em uma coisa, mas que nos capítulos seguintes ela mostra que é outra (Tá fazendo jogo comigo autora??).

O que faz você pensar que o Alto escalão confia em mim? Ou em você, aliás? Você sabe melhor que ninguém como fomos tolos e o preço que pagamos por isso (...) Você mesma disse que não consegue nem confiar em Shade. Duvido que alguém comece a revelar segredos tão cedo” (p. 40)

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Mare, Cal, Kilorn, Shade e Farley (vocês vão descobrir umas coisas de Farley, que tudo é doido heim, eu que não queria a vida dela) se juntam para ir em busca dos outros vermelhos que possuem poderes para convence-los a se juntar ao grupo para lutar contra os prateados, porém como vocês sabem Maven também tem a lista, dessa forma ele vai utiliza-la para tentar capturar Mare e Cal, tornando essa caçada recheada de mortes (não tão importantes) e tem seu ápice em uma prisão, onde a autora faz umas coisas bem inesperadas (Você disse mortes?).

Mare Barrow foi a pessoa mais tapada do primeiro livro, a maldade está circulando ao lado dela, dando piruetas e saltos carpados para traz e ela não percebia (desculpa gente, eu percebi desde o início as atitudes do Maven, que ele não era flores, mas espinhos). No segundo ela começa meio tapada também, mas vai evoluindo ao longo do livro, a ponto de realmente deixa de confiar nas pessoas, o que não seria incomum depois de tudo que ela passou. Vale dizer que algumas cenas me levaram a refletir se de fato Mare não estava se tornando uma vilã, porque ela agia sem remorsos e com uns princípios destorcidos, mas depois vi, que era a circunstância que a tinha deixado assim (né Victoria? Não mata meu coração).

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Cal que também foi o príncipe tapado da história parece que começa a aprender com os erros, mas o “senso de justiça dele” diz que ele não deve matar prateados, e até entendo, é o mesmo que você sair de sua casa e ter que voltar para matar as pessoas, só porque estão seguindo ordens da sua madrasta maldita.

Outros personagens começam a aparecer na história, aumentando o núcleo dos mocinhos, como os sanguenovos (assim eram denominadas as pessoas que possuíam o sangue vermelho com poderes). Shade, e Farley tem maior destaque nesse segundo livro, e Kilorn, apesar do jeito arrogante, começa a amadurecer, melhorando-o cada vez mais. Alguns dos poderes, tem influências das histórias de X-men e até mesmo essa jornada da Mare em “salvar” os sanguenovos seguem essa linha meio mutante. Mesmo assim, sinto que essa história tem um charme diferente em relação ao que eu já vi antes.

O final do livro é (Páááááááà) um tiro fatal, difícil de se recuperar, coisas incessantes acontecem e dão uma reviravolta que preciso de um tempo para me recuperar e cada vez mais ansioso para a espera do próximo livro previsto para sair em 2017.

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Vale ressaltar que a edição lançada pela Editora Seguinte (Selo Cia. das Letras) tem a capa e diagramação muito semelhantes a edição norte-americana, e graças ao pessoal legal da Seguinte, os livros da série Rainha Vermelha são lançados simultaneamente no Brasil e Estados Unidos. Gosto da capa, da cor, brilho, mas ainda assim queria que fosse capa dura (As edições Hardcover são sensacionais). O que eu não gostei, e vou reclamar até o fim, é que o mapa de Norta, veio somente no livro de contos “Coroa Cruel”, lembrando que isso foi padronizado com a edição americana, mas enfim. Vida que segue. (Mesmo assim, abaixo você pode conferir o Mapa de Norta).

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Entre outras palavras, acho que Espada de Vidro “É a continuação de uma sociedade em guerra, onde o sangue é a causa, o sangue é o poder, o sangue é o apartheid, mas o sangue também pode ser a solução”.

Meu poder é meu bem mais precioso, ainda que me separe das outras pessoas. Mas por poder, pelo meu próprio poder, é um preço que eu estou disposta a pagar” (p. 77).

Confira, a explicação para o mundo de Rainha Vermelha e Book Trailer do Espada de Vidro tirado Canal Epic Reads




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