Resenha: Molambolengos - Evangeline Lilly e Jonny Fraser-Allen

abril 05, 2016 / Redação SOODA /

Respeitável público, abram alas que o show de Molambolengos vai começar... Uma experiência inesquecível, imperdível, no qual você não pode vacilar, senão parte do espetáculo, você pode se tornar.



Molambolengos (The Squickerwonkers)
Escritora: Evangeline Lilly
Ilustrador: Jonny Fraser-Allen
Editora: Aleph
Ano: 2015
05 Estrelas

Selma é uma garotinha esperta, mas muito mimada. Um dia Selma encontra, por acaso, uma colorida banda de marionetes, Os Molambolengos, que vão ensiná-la que nem sempre as coisas acontecem do jeito que ela quer. Evangeline Lilly é mais conhecida por seu trabalho como atriz, mas sua paixão mais antiga é a escrita. Os Molambolengos é seu primeiro livro. Ilustrado por Johnny Fraser-Allen, essa excêntrica e visualmente encantadora fábula vai agradar tanto crianças quanto adultos.

Autores: Evageline Lilly é atriz, atuou em filmes como Hobbit e Homem-Formiga e "Os Molambolengos é o seu primeiro livro.
Jonny Allen-Fraser é ilustrador.

Resenha: E ai galera, tudo bem, nessa resenha apresento para vocês uma história bonita, curta, com muitas ilustrações, mas tão direta em sua moral, que as crianças vão entender e quem sabe compreender. Adoro histórias que envolvam circos, porque normalmente as discussões acerca das diferenças, ou a relação de amor x medo que temos pelos personagens, são tão interessantes que é difícil você deixar passar sem um pouco pensar.

O livro escrito por Evangeline Lillly, conta a história de Selma, uma criança que acaba achando um circo, onde os seus artistas têm seus olhos de botões (senti um ponta de Neil Gaiman aqui) e são presos por fios como uma espécie de bonecos ventríloquos. Esses personagens possuem um nome + um segundo nome com uma característica, como “Mamãe Malandra”, “Gilda Ganaciosa” e por aí vai.



Ao se apresentarem os artistas se aproximam de Selma, que fica contrariada e arrota que pode destruí-los, e após essa circunstância ela ta crente que ta abalando as estruturas, até que ...

A escrita e Evangeline é super simples, com várias rimas, até mesmo entre os nomes dos artistas, para facilitar o entendimento da história. A autora consegue ser bem direta e ao mesmo tempo levar crianças e pais a pensarem sobre seus atos (logicamente que de forma diferente) e traz um pouco daquela moral direta, que tem faltado em alguns livros infantis, a estilo dos Contos de Fadas, como eram escritos em seus princípios.

É claro que as imagens de Jonny Fraser – Allen, são essenciais para o desenvolvimento da história tornando-se o casamento perfeito com a escrita de Evangeline. Seus traços que me lembram animação, como “Boxtrolls” e “Coraline” são importantes para tornar a história mais lúdica, porém um pouco mais sombria que o colorido que estamos acostumados a ver, e que acaba tornando, aquilo que poderia ser considerado “feio” em algo extremamente bonito e marcante.



Eu não poderia deixar de esquecer de como a Editora Aleph tratou essa história, e foi mais que carinho é como se tivessem tentado criar um filho perfeito. E conseguiram! A capa dura que mescla entre a parte fosca numa cor azulada, e a parte brilhosa e colorida. Além disso, no interior as folhas que são em papel com uma gramatura maior que o natural e que foi utilizado perfeitamente para combinar com as cores da obra. Nota 100 para Editora Aleph.



Molambolengos é uma história infantil que te mostra de cara, que a realidade é a realidade, não existe um esconderijo para ela.

Goodreads:3,5 Estrelas
Skoob: 3,9 Estrelas

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