Resenha: Estrela da Manhã (Livro 3 Red Rising) - Pierce Brown

agosto 24, 2016 / Redação SOODA /

A Guerra contra a sociedade de cores está em suas últimas batalhas, e a distância entre a derrota e a vitória dos Filhos de Ares é muito pequena. Será possível vencer os Ouros?


Estrela da Manhã (Morning Star - Red Rising Triology)
Trilogia Fúria Vermelha - Livro 3
Editora: Globo Alt (Globo Livros)
Autor: Pierce Brown
Ano: 2016
05 Estrelas
Skoob: 4,8 Estrelas /Goodreads: 4,51 Estrelas
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Darrow teria vivido em paz , mas seus inimigos trouxe-lhe guerra. Os senhores de ouro exigiram sua obediência, enforcaram sua esposa, e escravizou seu povo. Mas Darrow está determinado a revidar. Arriscando tudo para transformar a si mesmo e violar a sociedade dos Ouros, Darrow tem lutado para sobreviver as rivalidades acirradas ás quais reproduzem os mais poderosos guerreiros da Sociedade, ascendeu as fileiras, e esperou pacientemente para desencadear a revolução que vai rasgar a hierarquia por dentro.
Finalmente, chegou a hora .
Mas a devoção à honra e a sede de vingança são profundas em ambos os lados . Darrow e seus companheiros de armas enfrentam inimigos poderosos sem escrúpulos ou piedade . Entre eles estão alguns que Darrow uma vez considerou amigos. Para vencer, Darrow terá de inspirar aqueles acorrentados na escuridão para quebrar suas correntes , desfazer o mundo que seus mestres cruéis construíram, e reivindicar um destino há muito tempo negado - e glorioso demais para abandonar

Autor: Pierce Brown é um autor norte-americano que esperou sua carta para Hogwarts, que nunca chegou (novidade?). E não por acaso resolveu nos contar histórias. A primeira delas, a Trilogia Red Rising já ganhou prêmios em todo o mundo, inclusive como melhor obra de Ficção Cientifica em 2015 pelo Goodreads Awards, com o livro Filho Dourado. e o seu último livro "Estrela da Manhã" é um fenômeno de vendas, estando na lista de mais vendidos do The New York Times.



Na história da humanidade, como as pessoas normalmente conseguem vencer uma guerra? Como o Império Romano caiu? Como Napoleão Bonaparte levou a frente a revolução francesa? E como ele caiu depois? Como os alemãos foram derrotados na primeira e segunda guerras mundiais? A inteligência do vencedor foi suficiente? Ou a vaidade do perdedor também contribuiu para a derrota? Em Estrela da Manhã, último livro da trilogia “Red Rising”, vamos á guerra com Darrow e os Filhos de Ares. Mas eles são a minoria? Ou não? Como vencer uma guerra, tecnicamente, perdida?

Para quem caiu de paraquedas nessa resenha, estamos falando da Trilogia “Red Rising”, escrita por Pierce Brown, compostas além desse livro, por Fúria Vermelha e Filho Dourado. O enredo central, trata de uma sociedade avançada (700 anos mais ou menos) e estratificada por cores, onde é impossivel ascender de uma cor a outra. Os vermelhos estão na parte mais baixa e os Ouros na parte superior da casta.

Essa sociedade, além de habitar a terra, hoje vivem em todos os planetas do Sistema Solar (mapa abaixo), entre eles Marte, onde mora o protagonista da história: Darrow, um vermelho que vive nas profundezas do planeta vermelho, capturando Gás-Hélio, para transformar os outros planetas habitáveis aos seres humanos. Ele e outros moradores do subterrâneo não sabem quem já estamos morando por todos os pontos da Galáxia.



Porém, após uma circustância, ele vai parar na superfice de Marte e se junta aos Filhos de Ares (resistência a sociedade), descobre que ele e seus conterrâneos estão sendo enganados (e muito), e participa de um plano ousado: Se tornar um Ouro, e derrubar essa sociedade estratificada. Para começar, ele entra no instituto dos Ouros, para ascender na sociedade, e ao sair ter mais força para derrotar os ouros, porém ele percebe que o instituto na verdade é um verdadeiro matadouro que segue mais ou menos a lei de Darwin, onde os mais fortes sobrevivem.

Ao sair do Instituto, Darrow se prepara para batalhas muito maiores e precisa se aliar a amigos e inimigos para o seu objetivo final. E enfim, chegamos ao terceiro livro.

AVISO: Se vocês não leram os dos primeiros livros, recomendamos que leiam a nossas primeiras resenhas da série e corra para ler essas obras maravilhosas. E depois retorne, a partir daqui.





Agora se você já leu os dois primeiros livros, ou se sua curiosidade for maior, ou ainda, não tem problemas com Spoiler, convido a vocês a continuarem a ler a resenha.

O livro Estrela da Manhã começa alguns meses depois da traição de alguns amigos de Darrow em Filho Dourado, que descobrem que ele é um vermelho (E se sentem traídos também). Com a morte de Ares e Darrow aprisionado pelo Chacal, parece que tudo está acabado. Nosso protagonista tem sido torturado, está sem comer e se alimentar direito, não consegue nem se levantar, porém a solução chega. O Ceifeiro é resgatado. Não sem antes levar Victra com ele, e causar algumas mortes.

Ao chegar ao esconderijo do que resta dos Filhos de Ares, Darrow descobre que a guerra já começou, os baixa-cores se revoltaram contra os alta-cores, por todo o sistema solar. Isso tudo porque, um certo vídeo de Darrow vai parar nas telas de todos os pontos da galáxia. Mas não era exatamente dessa forma que ele planejava, para acabar com as castas, afinal isso só causará muitas mortes e provavelmente elas serão em vão. Então o Ceifeiro renasce, chega a hora de finalmente acabar com essa guerra, acabar com essa sociedade.



Porém, para mudanças drásticas, são necessárias ações drásticas. É o momento de reconhecer quem são seus amigos e inimigos, é o momento de se aliar as pessoas certas é o momento de traçar as estratégias corretas e qualquer falha, pode ser fatal. Na verdade, acaba sendo fatal, porque se não, isso não seria Pierce Brown. Quem leu a série, sabe que muitas pessoas morrem, e gente que nós amamos muito, compreendemos que elas são necessárias para o andamento da história, mas sofremos mesmo assim.

Os Filhos de Ares, apesar de ser um grande levante, são minoria perante essa luta, então Darrow teve que usar planos mirabolantes, até meio que suicidas para fazer tudo se encaminhar para a vitória. Fiquei várias vezes impressionado com os acontecimentos. Ele realmente é um grande líder, devemos reconhecer isso, mas o que é mais interessante é que essa liderança não é solitária. Entre os amigos, devemos reconhecer a importância de Mustang, uma mulher de extrema força e que terá grande destaque nesse livro (prestem atenção nela).

Sevro... Enfim, é o Sevro... Ele traz um alívio cômico a história, ele caga (literalmente) em momentos de ataque e demonstra força, quando necessário. Ele segurou esse levante, enquanto Darrow estava desaparecido e não deixou o protagonista em nenhum momento. É engraçado, é bonito e emocionante a presença dele na história.

Além dele, tem Ragnar, um obsidiano extremamente leal à causa, que é difícil não ama-lo. E durante o enredo, conhecemos um pouco mais da terra dele, e sua família. Nesse contexto, aparece a sua irmã, Sefi, que mostra que assim como Ragnar, os obsidianos são mais inteligentes do que se imagina.

E o que falar das mulheres da história? Victra, Sefi, Mustang, Holiday que junto com Darrow mostram um força avassaladora, onde concluímos sim, que o lugar das mulheres também é na guerra (se elas quiserem, é claro). E elas não estão presentes só no lado do bem. Do lado maligno da história elas possuem bastante força, a exemplo da própria Soberana, que domina toda a sociedade, além de Antônia e Aja (gente, é impossível matar essa mulher), que apesar de querermos, a todo o momento, a morte delas, mas elas possuem um poder que é admirável.



É impressionante ver a evolução da escrita de Pierce Brown durante os três livros, ele nos entrelaça com suas metáforas e frases de efeitos, seus ensinamentos (por mais que não concorde com alguns deles). Ele possui uma boa retórica, e certo sarcasmo, é difícil de acreditar que “Red Rising” é seu livro de estreia.

O meu maior incômodo com “Estrela da Manhã” na verdade foi que 630 páginas não foi o suficiente para termina-lo perfeitamente. O final da história, apesar de ter sido espetacular, caiu em soluções um pouco rápidas, deixando o último plot, um pouco vago. Talvez se ele alongasse esse plot em mais um capitulo, a história se findasse com 100% de aproveitamento (hehehehe).

Mesmo assim, a trilogia “Red Rising” finalizou de maneira épica, se tornando para mim a melhor distopia que eu já li (até hoje), onde por vezes quase tive vários ataques cardíacos, sofri, me emocionei, e tive muitas reflexões sobre os questionamentos deixados pelo autor. Acho que essa obra cumpriu um ciclo completo em minha vida. Que tal, você dar uma chance para mexer com você também?



Recomendo a Trilogia “Red Rising”, incluindo “Estrela da Manhã” para:


  • Pessoas que adoram distopias;
  • Pessoas que gostam de livros e filmes como Star Trek e Star Wars;
  • Amantes de aventuras e batalhas épicas, no chão e no espaço;
  • Leitores que gostam de ficções que abordem guerras, estratégias, questão de Estado e Política.


Observação: Esse livro foi cedido pela Editora Globo Livros para o Blog.

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