Resenha: Guerra dos Mundos - H. G. Wells

agosto 06, 2016 / Redação SOODA /

O Mundo do século XIX acabou no momento que H. G. Wells criou essa história maravilhosa.


A Guerra dos Mundos (The War of the Worlds)
Editora: Suma de Letras
Autor: H G Weels
Ano: 2016
05 Estrelas
Skoob: 3,9 Estrelas /Goodreads: 3,78 Estrelas
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Eles vieram do espaço. Eles vieram de Marte. Com tripés biomecânicos gigantes, querem conquistar a Terra e manter os humanos como escravos. Nenhuma tecnologia terrestre parece ser capaz de conter a expansão do terror pelo planeta. É o começo da guerra mais importante da história. Como a humanidade poderá resistir à investida de um potencial bélico tão superior?
Publicado pela primeira vez em 1898, A guerra dos mundos aterrorizou e divertiu muitas gerações de leitores. Esta edição especial contém as ilustrações originais criadas em 1906 por Henrique Alvim Corrêa, brasileiro radicado na Bélgica. Conta também com um prefácio escrito por Braulio Tavares, uma introdução de Brian Aldiss, membro da H. G. Wells Society, e uma entrevista com H. G. Wells e o famoso cineasta Orson Welles responsável pelo sucesso radiofônico de A guerra dos mundos em 1938 , que fazem desta a edição definitiva para fãs de Wells.


Autor: H. G. Wells é considerado o pai da Ficção Cientifica, por causa das suas obras inovadoras, entre elas, Guerra dos Mundos, Máquina do Tempo e o Homem Invisível. Com o tempo suas obras foram ficando mais pessimistas e contavam menos histórias e traziam mais ensinamentos.


Que coincidência!! Finalizei a leitura de Guerra dos Mundos, um dia antes do fim do Mundo (28/07), foi... algo... tipo... vamos todos morrer e pronto. Esse fim do Mundo que foi anunciado é tão... como eu posso dizer... Simples... sem marcianos atacando, com armas de calor, vindo em cilindros e mais cilindros (naves espaciais), alienígenas em formato de cobras cinzentas com um cabeção. É. Ainda bem que essa previsão do Fim do Mundo não se consumou, mas vou ficar com a minha imaginação, de uma das formas mais incríveis de acabar com o mundo. Tendo a terra invadida por Marcianos, assim como em "A Guerra dos Mundos".

O livro não é novo, na verdade ele tem exatos 118 anos. Foi lançado logo após o ápice da Revolução Industrial, o avanço da microbiologia e também o imperialismo britânico. E claro, isso tudo foi imensamente referenciado na obra, que se tornou um retrato daquela época, mas que pode muito bem ser aplicado em qualquer período da história da humanidade. Exemplo disso, foram as adaptações dele que fizeram bastantes sucesso (ta ok, a última nem tanto).

A primeira delas, ainda feita no rádio na década de 1930, proporcionou um pânico geral no interior dos Estados Unidos, onde as pessoas realmente acreditaram na invasão alienígena. Além disso, em 1950, houve a primeira adaptação cinematográfica e em 2004, Steven Spilberg resolveu dar o seu recado (o que vale é a intenção).



O enredo do livro é bem simples. Tudo parecia normal, nessa cidade no interior da Inglaterra, até que um cilindro (que parecia uma estrela) caiu aos arredores da cidade. As pessoas curiosas foram até o local e viram o objeto (o interessante que não existia o conceito de Nave espacial na época, então ele usou o termo cilindro). De repente, de dentro do cilindro saiu um monstro estranho em formato de uma cobra acinzentada com um cabeção e atacou as pessoas ao redor com um raio de calor (na época era o que se podia pensar de arma mais tecnológica.

No inicio era assustador, o pânico começou a se instaurar, mas aparentemente o peso da criatura, devido a gravidade da terra, era maior, então ela possuía dificuldades de se locomover. Mas. Porém. Todavia. Entretanto, aquele era somente o primeiro ataque dos marcianos a terra. Vale dizer, que de acordo com a história, a inteligência desses alienígenas era bem maior que a dos seres humanos, ou seja... Já era para nós.

E já era mesmo. Apesar do poderio "menor" eles tinham uma potência de ataque bem maior, além de seres mais controlados que os terráqueos. E, dessa maneira, estávamos perdendo essa guerra. A população estava morrendo de medo, praticando atos impensáveis. Nesse momento, o autor aproveitou para destilar sua critica sobre os homens. Nossos métodos de dominação, histeria coletiva, religião. Ah, sobre religião, ele coloca um padre para acompanhar o protagonista da história e pontua o seguinte questionamento. Religião salva?

Se tem uma coisa que H. G. Weells possui, é o dom da escrita. Sua obra é bem traçada, sem pontas soltas, e apesar de uma escrita mais simples, do que o normal da literatura da época, ele consegue ser bem profundo. A história é contada em primeira pessoa, como se fossem dois livros de memórias. O primeiro, diz respeito a invasão dos marcianos e, o segundo sobre a dominação que eles causaram no homens.



É possível ver referências do contexto histórico, como a descoberta da microbiologia, desde o primeiro capitulo do livro, quando ele traça que estamos sendo observados, como se fossemos uma bactéria sendo vista pelos seres humanos (Cara, babei ovo pra esse cara desde aí).

Essa obra, com certeza é referência na ficção cientifica, primeiramente porque é provável que tenha sido a primeira a tratar de invasão de extraterrestres. Antes disso, filosos iluministas acreditavam que poderiam existir vida em outros planetas, mas elas teriam o mesmo grau de inteligência que o nosso, o que não é o caso aqui. Sem contar, que ela abre procedentes para tudo que vem depois sobre o tema.

Enfim, Guerra dos Mundos me tocou profundamente nesse sentido, trazendo questionamentos que ficará constante em minha mente. E claro, essa edição da Suma de Letras está fabulosa. Com uma introdução e prefácio explicando detalhes sobre a obra, contexto e o autor, e também uma entrevista com o próprio H. G. Wells, alguns anos antes dele morrer.



Dessa forma indico esse livro para:


  • Amantes de ficção cientifica;
  • Interessados em temas de invasão da terra, alienígenas;
  • Interessados em teorias do Fim do Mundo (aproveitem, hoje é o dia)


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