Resenha: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (versão em Inglês) - Jk Rowlling, Jack Thorne e John Tiffany

agosto 16, 2016 / Redação SOODA /

Nove anos depois estamos de volta ao mundo bruxo, para saber o resultado de todos os acontecimentos que acompanhamos desde a nossa infância.




Harry Potter and The Cursed Child (Harry Potter e a Criança Almaldiçoada)
Editora: Little Brown
Autor: Jk Rowlling, Jack Thorne e John Tiffany
Ano: 2016
05 Estrelas
Skoob: 4,2 Estrelas /Goodreads: 3,95 Estrelas
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Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

Autores: Jk Rowlling é autora da saga de 7 livros Harry Potter, que já vendeu mais de 450 milhões de cópias em todo o mundo, sendo a primeira escritora a se tornar bilionária com venda de livros. Além disso, JK já escreveu o romance policial Morte Súbita e sob o pseudônimo Roberth Gailbraith, escreveu três outros romances policiais.
Jack Thorne escreve para teatro, filmes, televisão e rádio. John Tiffany que além de ter trabalhado no roteiro, dirigiu a obra, e já foi diretor da Broadway.



Estamos aqui, 9 anos depois do lançamento do último Harry Potter (se considerar que li somente dois anos depois do lanaçamento, então minha saudade é menor, hehehehe). Depois de ter anunciado diversas vezes que Harry Potter não voltaria. Ele voltou. Porém, não em forma de livro, mas em peça de teatro, com sua estréia no último dia 31 de julho. A noticia movimentou trouxas de todo o mundo.

É claro que é impossível todos os fãs verem a peça de teatro de uma vez só, então JK Rowlling (rainha), mais os roteristas Jack Thorne e John Tiffany disponibilizaram o roteiro para o público, para que a gente possa apreciar esse retorno.

Foto Divulgação

Os editores e livrarias em todo o mundo não tem do que reclamar. De acordo com o Jornal Britânico The Guardian, Estima-se que nos dois primeiros dias de venda, somente nos UK foram mais de 680 mil cópias, e nos Estados Unidos mais de 2 milhões, sendo considerado o maior lançamento da década. Se as vendas continuarem assim,é provável que o livro se torne o roteiro de uma peça mais vendido no mundo.

Pelo Brasil, como ainda não temos uma edição em português, as vendas são mais modestas. Mesmo assim, o livro se encontra na lista dos mais vendidos, tendo duas posições no ranking (devido as versões britânica e norte americana da obra), e se somadas, deixariam o Harry Potter, simplesmente no 5º lugar da lista dos mais vendidos no Brasil (mesmo sem o lançamento em Português)pela Publishnews.

A questão toda é que esse retorno, foi mais do que controverso. Um grande número de fãs odiaram, outros amaram, e uma quantidade considerável está no meio termo. Aí, vocês perguntam para mim. “E você?”

Bom, gente... É isso que vou falar a partir de agora para vocês, minhas impressões de “The Harry Potter and The Cursed Child”, traduzido para o português como “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”. Vou seguir assim como manda a rainha JK e evitar spoilers, afinal de contas eu não sou o Rabicho. #keepsecrets #mantenhaosegredo.

Foto Divulgação

“Harry Potter and The Cursed Child” começa exatamente no momento que termina o epílogo de “Harry Potter e as Reliquias da Morte”, incluindo a cena onde Albus Severus Potter fala dos seus medos em ser de Sonserino, e seu pai diz que não tem de ter medo disso, inclusive existem grandes bruxos nessa casa (tenho que reconhecer que é verdade).

Então, Albus segue no trem de Hogwarts e faz amizade com Scorpius (melhor personagem) filho do Draco Malfoy, a questão é que algo paira sobre ele. Mesmo com esse contratempo, Albus continua como amigo dele, na verdade ele não consegue fazer amizade com mais ninguém.

Alguns anos depois, Albus continua tendo como único amigo Scorpius, e Harry Potter começa a ficar preocupado com essa situação, a questão toda é que o bruxo mais amado do planeta, tem que lidar com algo que ele ainda não é totalmente capaz: A paternidade.

Aqui eu comecei a criar uma antipatia com Albus que é chato, pedante, incosequente. Essas características dele só é amenizada, por causa da figura de Scorpius que é extremamente ingênuo, companheiro, divertido, e influenciável (Droga...).

E então, após a apresentação dos novos personagens, vem o plot principal da história. Albus ouve uma conversa do Harry com um senhor, onde ele pede, para trazer alguém de volta dos mortos, através do vira-tempo. O bruxo não aceita, porém Albus resolve que ele deve fazer isso, e leva Scorpius junto e o enredo vai avançando assim.

Foto Divulgação

Eu gostei muito do plot da história, primeiramente, porque muitos personagens voltaram, foi algo extremamente nostálgico, ver Roni, Hermione (descaracterizaram um pouco a personalidade dela, mas ok), Dumbledore, Draco, Gina. Voltar a Hogwarts foi maravilhoso, a sensação de saudade ia sendo minimizado, e o uso do vira-tempo foi necessário para isso.

Outro ponto que achei interessante, foi a construção dos novos personagens, apesar de não gostar de Albus, achei que ele fazia sentido ao que foi proposto, e Scorpius, foi simplesmente sensacional, ele foi aquilo que faltara para que Sonserina protagonizasse na história. Se o Draco foi subutilizado na saga, seu filho, ao contrário teve uma presença essencial para esse enredo. Sem ele, essa história não faria sentido. É visivel as mãos de JK Rowlling em algun diálogos, especialmente nas conversas entre Albus e Harry Potter. Agora, o bruxo passa a ter a uma função de trazer os ensinamentos, porém ele teme esse posto. E talvez por isso ele falha, faz algumas coisas inconsequentes, e acaba sendo um pai que ele não gostaria de ser.

Eu considero que algumas criticas ao roteiro, diz respeito a alguns furos, especialmente de personalidade e/ou desenrolar de algumas histórias. A questão é que o roteiro, na verdade não é o livro. Ele apenas traz o dialogo, o local, e algumas coisas que ocorrem, mas ele não te dá detalhes e explicações mais aprofundas sobre algumas questões.

Nesse momento, é que vale a imaginação do leitor, para te levar para os caminhos que a JK não percorreu. E se mesmo assim, não for possível ver a história como um cânone, imagine como seria a sua continuação. Porque o legal do roteiro é esse, você pode escolher o caminho que seguir com a história, você pode fazer a sua própria história. Basta querer.

Foto Divulgação

O mais importante é que a mensagem de amizade plantada nos outros livros foi continuada, seja entre os jovens, seja entre os adultos, ou seja, ainda sobre pai e filho. Harry Potter será sempre como a fraternidade nos convoca para vencermos juntos. E isso, eu nunca vou esquecer nas outras histórias, assim como em “Harry Potter and The Cursed Child”.

Outro detalhe importante é que, sendo o roteiro de uma peça ele precisa se sustentar nas outras obras da JK Rowlling, principalmente no que diz respeito às descrições de locais, fetiços, atividades, pois isso não é descrito no roteiro, então se não leu os outros livros, dificilmente vai entender os contextos, os quais são inseridos cada cena.

No mais, acredito fielmente que “Harry Potter and The Cursed Child” é para:
  • Apreciadores de histórias de amizade e magia; 
  • Aqueles que conhecem as obras de Harry Potter e compreendam que o roteiro virá com furos, porque ele não é um livro, ele nunca será um livro;
  • Sonserinos que serão bem representados nessa história; 




Vale dizer, que a partir de hoje 16/08, os brasileiros já podem adquirir o seu exemplar na pré-venda. É só acessar aqui e finalizar a sua compra. O lançamento nacional está previsto para o próximo dia 31/10, dia das bruxas. Ah, para quem tinha dúvidas, a edição nacional está em capa dura, semelhante a versão norte americana e britânica já lançada (tem como não amar?)


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