Quinta Parceira - Resenha: Jogos Macabros - R. L. Stine

setembro 01, 2016 / Francisco Soares Chagas Neto /

Aquele momento que você passa 50 páginas gritando para a protagonista não ir e mesmo assim ela vai. No que você acha que vai dar?



Jogos Macabros (Party Games)
Fear Street Series
Editora: Globo Alt (Globo Livros)
Autor: R. L. Stine
Ano: 2016
03 Estrelas
Skoob: 3,6 Estrelas /Goodreads: 3,34 Estrelas
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Tal como os outros títulos da coleção, a história se passa na velha cidade de Shadyside, nos EUA, conhecida por ser palco de acontecimentos misteriosos e aterrorizantes envolvendo os alunos da escola local. Todos na região conhecem a excêntrica e rica família Fear, e sabem também do passado terrível que os assombra. Apesar desses histórico nada promissor, Brendan Fear parece ser um garoto diferente de sua família. Gentil e simpático, o jovem vive rodeado de colegas e chama a atenção de Rachel Martin, uma garota simples, colega de classe dele.
Quando o aniversário de Brendan está prestes a chegar, ele começa a planejar uma comemoração um tanto diferente na isolada ilha do Medo, onde existe um casarão de veraneio pertencente à família Fear. Rachel é uma das convidadas para passar o final de semana no local sombrio e, contrariando os avisos dos amigos, decide ir. No caminho, coisas estranhas já começam a acontecer e, ao chegarem à mansão, Brendan dá as coordenadas para o início de um jogo que se revelará o mais mortal de todos.
Repleto de reviravoltas, Jogos macabros mantém o leitor apreensivo da primeira à última página. Como todo bom enredo de R. L. Stine, a história dá espaço a fantasmas, assassinato, traição e romance, e marca, enfim, um retorno triunfal do autor à Rua do medo.

Autor: R. L. Stine é um autor que já vendeu mais de 350 milhões de livros em todo o mundo, sua série mais famosa Goosebumps já virou seriado na TV e filme, mais recentemente. E segundo ele, sua passagem pelo mundo foi para assustar as crianças. Vale ressaltar que a maioria de suas história tem seu público-alvo um público mais jovem. Por isso ele ficou conhecido como o Stephen King para jovens.


O que você faria, se fosse convidada (o) para uma festa de um cara que tem o sobrenome fear (medo) num local chamado ilha do medo, conhecida pelos muitos homicídios que lá houveram (mesmo sendo boato) e tendo seus amigos e ex-namorado avisando para você não ir? Detalhe, e se um dia antes aparecesse um rato morto na sua cama? você iria mesmo assim? Uma pessoa normal, pensaria duas vezes pelo menos, mas não é o caso de Rachel Martin. Mas pense pelo lado positivo, se ela desistisse, não teria livro né !?

O enredo dessa obra é sobre uma adolescente, Rachel Martin, que foi convidada para um festa, no minimo diferente, na ilha do Medo. Ela tinha acabado de terminar com o namorado, meio doente, a vida dela estava meio um saco, e talvez isso pesou para que ela decidisse ir a festa, mesmo não tendo a sua amiga convidada, que recomendou que ela não fosse. E no dia do evento o seu namorado também implorou para que ela não fosse (estranho, não?)

Além dela e do anfitrião da festa, participaram da festa mais 8 jovens. Ao chegar na ilha, as coisas já começam a ficar estranha. A começar pelo sumiço do barqueiro, que afundou na água em meio a um poça de sangue ao redor. As pessoas ficaram amedrontadas, mas continuaram (eu tinha voltado dali mesmo). E então Brendan Fear, convidou todos a participarem de um jogo, onde as pessoas tinham que achar objetos na mansão e para isso foram dividas em duplas, e claro Rachel ficou com Brendan (Hum... guardem isso para vocês).



JOGOS MACABROS: Os grupos se separam, até que de repente algumas coisas começam a aparecer de maneira estranha pela casa, como um boneco parecido com o Brendan, porém enforcado, que tem um bilhete escrito "Vamos jogar Forca?" assustando a nossa protagonista (minha vontade foi de dizer bem feito, mas ok guardei isso pra mim). E as coisas estranhas continuam a acontecer, até que aparece o primeiro corpo, todo retorcido com o bilhete "Vamos jogar Twister".

Aí pronto, o pânico começa a se instalar entre os que ainda estão vivos, e aos poucos mais pessoas desaparecem e reaparecem mortas, em analogia a alguma brincadeira, até que finalmente... Acontece o primeiro plot twist do livro, seguido de mais dois plot twist que vão realmente te surpreender.



A ESCRITA A obra é contada em primeira pessoa, na visão da protagonista Rachel. Isso não me ajudou a ter nenhuma empatia com o livro, no sentido de ter uma protagonista relativamente chata, e abestada (mas ok, tem coisas que a gente perdoa). A linguagem é bem simples, o que me ajudou a realizar a leitura em pouco mais de quatro horas e o livro possui muitos clichês (eles gritam na tua cara). Porém, o que ele ganha, com certeza são nos plot twist. Provavelmente você não imaginará os acontecimentos que ele te impõe nessas reviravoltas. O que poderá ser algo bom, ou ruim, dependendo do leitor.

No meu caso, me senti meio estranho com as reviravoltas, na verdade um pouco enganado pelo autor, mas compreendo que esse é o estilo dele, e mais do que provocar terror ele que assustar, o que é compreensível então as reviravoltas. E no final, eu fechei as páginas do livro e considerei um boa obra para passar o tempo. Ponto.



No mais, acredito que a obra é cheio de personagens doentes. Entre eles Brendan, o ex-namorado da protagonista e a própria Rachel. Vocês vão compreender quando finalizar a história. Então é isso pessoal. Recomendo essa obra para:


  • Fãs de outras séries do autor, como Goseebumps;
  • Pessoas que gostam de uma obra recheada de sustos para passar o tempo; 
  • Pessoas que ainda não se setem preparadas para uma leitura de terror mais profunda como Stephen King;


Observação: Esse livro foi enviado pela Editora Globo Livros;

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