Romances LGBTQ+ foi tema de bate papo literário em Belém

setembro 27, 2016 / Francisco Soares Chagas Neto /

Evento falou sobre representatividade nos livros, trazendo obras com protagonistas Lésbicas, Gays, Transexuais, entre outras, mostrando que o gênero não deveria ser um problema em nossa sociedade


Foto: Renata Pamplona

Cerca de 60 pessoas, estiveram presente no último domingo, 25 de setembro, no bate papo literário sobre romances LGBTQ+,organizado por nós do Sooda Blog e o Blog Folhetim Felino. Sabemos que nos dias de hoje essas discussões tem sido importantes, então achamos que foi o momento propicio a trazer essas discussões à tona, afinal de contas, a população LGBTQ+ é estimada em mais de 10% em todo o globo terrestre, então, nós devemos está em livros, revistas, novelas, porque se sentir parte de uma sociedade, não ser marginalizado é importante em todos os aspectos.

E como inicio a esse debate, levamos ao evento a diferença entre LGBT e LGBTQ+. Eu, até o inicio desse ano, confesso, não sabia o que seria o "Q+" incorporado a essa sigla anterior, descobri depois da entrevista com a psicologa especialista em discussões de gênero, Becky Albertalli, também autora de Simon Vs. a Agenda Homo Sapiens (confira a entrevista aqui), que usou esse termo e aguçou a minha curiosidade.

Pude entender que a letra "Q" tem um imenso significado, pois diz respeito aos termos "Queer" e "Questioning". O primeiro deles não possui tradução ao português, mas seria algo relativo a "viadinho", "bichinha", "traveco", termos pejorativos para definir a homossexualidade, porém nos dias de hoje essa palavra é usada pela comunidade como um simbolo de empoderamento, no sentido de "não ligo se você me chama disso, eu sou mesmo, e daí?". Além disso, "Queer" também traz à discussão a chamada teoria "Queer" que diz respeito a diversidade de gênero (vale ressaltar que teoria é diferente de ideologia, que na verdade não existe). (clique aqui para saber mais).

Além disso, "Q" significa também "Questioning", ou em português seria "Questionamento", ou seja é referente a pessoas que não possuem gênero definido, ou ainda passam algum tempo da sua vida, não se sentido representado em nenhum dos gêneros, em muitos casos, porque os termos LGBT não os representam. Somado-se a isso, existe o símbolo "+" que diz respeito aos outros gêneros não contemplados anteriormente, como intersexualidade, assexualidade, pansexualidade, bigênero, entre outros.

Por isso, nós da organização do evento preferimos usar o termo mais completo e presente em nossa sociedade, porém respeitamos muito a luta LGBT, e continuaremos apoiando o movimento, e estaremos juntos, pois afinal de contas a união para as lutas de diversidade de gênero devem continuar até que tornemos a sociedade mais justa.

Foto: Renata Pamplona

Após esse momento, Daniel Prestes falou um pouco sobre a diversidade sexual no percurso da literatura, trazendo clássicos dos séculos XIX e XX que abordam a temática.

Seguindo a sequência do evento, trouxemos também vários títulos, em sua maioria lançado nos últimos dois anos e voltados para o público YA, no qual contemplasse todos os termos da sigla LGBTQ+, então foi a oportunidade de falar de obras como "A Menina Submersa" da Editora Darkside Books, "Simon Vs. a Agenda Homo Sapiens" da Editora Intrinseca, Menino de Ouro da Editora "Globo Livros, entre outros.

Foto: Renata Pamplona

Durante o evento, ainda tivemos a oportunidade de conhecer alguns autores que escrevem sobre o gênero aqui no Brasil. Então, ouvimos Enrique Coimbra, Vinicius Grossos e Lorena Myuki. E claro, aproveitamos também para trazer o autor Salomão Larêdo para um bate papo ao vivo com o público paraense que pode conhecer um pouco mais sobre a sua obra "Olho de Boto" lançado pela Editora Empíreo.

Ao final do evento realizamos a parte mais triste do evento: Sorteios (Só que não). Onde várias das obras expostas puderam chegar as mãos de alguns participantes do evento.

Acreditamos que chegamos ao final do evento e suscitamos um pouco a discussão sobre diversidade de gêneros, e como devemos ao minimo respeitar as pessoas que se identificam de forma diferente às nossas, ao final não sabemos o que cada um sente, mas sabemos o que significa falta de representação e o que isso pode culminar, então vamos sempre refletir dessa forma ao julgar o outro pelas suas diferenças. Agradecemos a presença de todos e o apoio das Editoras Darkside Books e Globo Livros pela realização do evento.

Foto: Renata Pamplona

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