Resenha: O Menino que Desenhava Monstros - Keith Donohue

outubro 27, 2016 / Everton Assis /

Até que momento nossa mente pode distinguir o que é real ou irreal?




O Menino que Desenhava Monstros (The Boy Who Drew Monsters)
Autor: Keith Donohue
Editora: DarkSide Books
Ano: 2016
Skoob: 4.0 Estrelas / Goodreads: 3.4 Estrelas
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04 Estrelas

Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar. Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.

Autor: Keith Donohue é o autor do best-seller The Stolen Child, além de The Angels of Destruction e Centuries of June. Seus livros já foram traduzidos para mais de doze idiomas. O Menino que Desenhava Monstros chamou tanto a atenção do público que rapidamente teve seus direitos vendidos para o cinema. O autor, que tem Ph.D. em Inglês pela Catholic University of America, vive em Maryland.

Resenha: Com uma capa instigante o menino que desenhava monstros me despertou muito interesse e mesmo com críticas negativas de outros leitores, resolvi mergulhar a fundo na mente de Jack e não me decepcionei.



Jack Peter, protagonista da história, foi muito cedo diagnosticado com a síndrome de Asperger, doença que afeta a capacidade do indivíduo de se socializar e comunicar de maneira efetiva. Além disso, depois de quase se afogar a três anos antes, o garoto acabou adquirindo Agorafobia que é o medo de lugares abertos, o que resulta em crises de choro, sempre que o garoto precisa sair de casa para ir ao médico. Agora, Jack passa a maior parte do tempo desenhando... monstros.

Tim e Holly Keenam são pais de Jack, e nunca havia tido filhos. Eles tem se esforçado bastante para dar todo o apoio necessário. Tim é que fica a maior parte do tempo cuidando de Jack, acredita que o filho está passando apenas por uma fase. Já Holly acredita que o filho precisa de cuidados especiais, especialmente depois de um incidente que ocorre durante a história, e tenta convencer seu esposo disso.



Em uma noite, Tim estava indo deixar Nick Weller, o único amigo de Jack, em casa, quando foi surpreendido por uma criatura passando muito rápido à frente do seu carro, isso foi o start para estranhos eventos acontecerem com todos a volta de Jack, será que o menino guarda mais algum segredo.

O livro foi uma pancada em cheio em mim, realmente não esperava ficar surpreendido com a história que cativou e mexeu com meus sentimentos do início ao fim, vou explicar o porquê:

Primeiro, tentei ser ao máximo imparcial em relação ao que era descrito sobre os pais de Jack, mas não aconteceu. Tim carrega uma alta esperança que o filho está ficando melhor a cada dia e que algumas ações do filho são causadas por um modo ‘errado’ que algumas pessoas agem com ele.O Pai do garoto faz mais vista grossa do que deveria, e em certos momentos dava vontade de sacudi-lo pra ver se o acordava para a realidade.

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Holly deixa claro que utiliza o trabalho como um escape de fuga da sua própria família (ponto negativo), mas ela tenta compensar isso questionando com o esposo que Jack precisa de um acompanhamento especializado e que ele não está melhorando. Já o garoto fica no meio desse ‘embate’ nada saudável entre os pais.



Segundo, a relação de amizade entre Nick e Jack que aos olhos dos adultos são quase como de irmãos, porém, quando lemos as parte narradas, pelos pequenos personagens, fica evidente que eles, apenas se suportam. Jack aponta em vários momentos o desejo de mandar Nick embora, mas algo o impede de expressar isso. Já Nick está cansado de Jack e ‘suas loucuras’, mas é constantemente obrigado pelos pais. Todavia, com os rumos da história você perceberá que existe muito assunto a acrescentar nessa amizade, então é bom ficar de olho.



Terceiro, a narrativa da história é contada por um personagem diferente a cada capitulo, assim tempos uma visão maior da história possuindo detalhes dos pensamentos e ações, então conseguimos traçar finalmente, ideias e teorias dos mistérios que envolvem o livro. Confesso que em certos capítulos, comecei a pensar que estava ficando doido, pois, em alguns momentos, a narrativa aparenta ser de duas pessoas ao mesmo tempo. Uma do personagem e outra de alguém que o vigia (medo mode on).



Espero, que com essa resenha, eu tenha acendido o fogo da curiosidade de vocês para lerem O Menino que Desenhava Monstros, uma leitura fluida e que te prende do começo ao fim.

  • Indico o livro para as pessoas:
    • que adoram um suspense;
    • que adoram ser questionadas sobre o real e irreal;
    • que adoram fazer uma boa teoria;

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