Resenha: PAX - Sara Pennypacker

janeiro 25, 2017 / Francisco Soares Chagas Neto /

Em Pax, é fácil perceber que a guerra é um mal que traz impactos não só em aqueles que lutam, mas a toda uma nação




PAX (PAX)
Autora: Sara Pennypacker
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Skoob: 4,4 Estrelas / Goodreads: 4,07 Estrelas
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05 estrelas

Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.
Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos.

Autora: Sara Penypacker é autora de dezenas de livros infantis incluindo PAX, que estreou em segundo lugar como Best Seller do New York Times, além de ter tido os direitos adquiridos em 16 países e ainda foi licenciado para virar um filme em breve.



O mundo tem sido permeado por muitas guerras ao longo de sua história, a primeira Guerra Mundial, por exemplo, foi responsável por 9 milhões de mortos; a segunda guerra mundial, estima-se que pelo menos 60 milhões de pessoas morreram; e a mais recente Guerra da Cívil da Síria, supõe-se que pelo menos 400 mil vidas já foram perdidas. Porém, além das mortes as guerras trazem inúmeras consequências aqueles que estão vivos. E é sobre isso que Pax irá tratar. Entretanto, a obra irá contar uma história onde todos, principalmente as crianças possam saber que guerrear pode ser um caminho mais que errôneo do ser humano: irracional.

A obra escrita por Sara Pennypacker vai contar a história de amizade entre Peter, um adolescente de 12 anos, e uma raposa, Pax, que juntos tinham uma relação de amizade intensa, daquelas quase impossível de separar. Porém, a guerra se aproximara da região, aonde eles moravam e o pai de Peter teve de deixar o jovem garoto com o seu avô, e ainda teve que abandonar Pax, em meio a uma rodovia, em uma cena de cortar o coração, porque todos nós sabíamos o que estava acontecendo, menos a raposa.



A história é contada em dois pontos de vistas: do jovem garoto, que após abandonar a raposa, se arrepende quase que instantaneamente; e da raposa, que a partir de agora teria que viver uma vida de forma selvagem, mesmo sem nunca ter passado por uma situação como essa.

Os capítulos do garoto, mostram ele sendo entregue ao seu avô, e planejando a sua fuga para encontrar Pax, afinal, passara toda a vida ao seu lado, nutria sentimentos únicos difíceis de separar. Nisso, após um acidente ele vai parar na casa de um senhora, um tanto estranha, e nesse momento começa a sua intensa jornada de amadurecimento e aprendizagem, assim como a da referida senhora.

Já nos capítulos de Pax, inicia-se uma luta pela sobrevivência, dos perigos da natureza, e também da guerra que se aproximara. Lá, ele conheceu outras raposas, um filhote, super fofo; a sua irmã, que é extremamente arisca; e uma raposa mais velha que já viveu com humanos e decide levar Pax, de volta a Peter. Nesse processo a raposa urbana começa uma jornada de conhecer a sua própria natureza, seus instintos para que juntos possam chegar ao seu destino



A ideia principal é mostrar que as consequências da guerra para as famílias são devastadoras e que as pessoas deveriam no minimo conversar sobre o assunto antes de qualquer tomada de decisão. Inclusive, as raposas que não conhecem o significado da guerra, acabam denominando como: "Doença da Guerra", o que se for parar e pensar, ela é mais ou menos isso, porém seus sintomas às vezes são mais mortais que uma gripe, e deixam mais sequelas que qualquer coração possa enfrentar.

OUTROS ASSUNTOS

Além das consequências da guerra, a história trabalha com várias morais paralelas, mostrando a questão do amadurecimento, nesse caso, tanto de Peter como de Pax. Além disso, é mostrado na obra o sentido para com as escolhas as responsabilidades, as quais devem ser assumida, não ter medo de pedir ajudar quando necessário, tolerância a determinadas atitudes, pois nem sempre conhecesse o contexto. E claro, nunca esquecer a humanidade nas ações desenvolvidas, para que a frieza não tome conta dos corações mais quentes existentes em nosso mundo.

A autora teve um cuidado imenso ao mostrar a raposa em seu habitat, apesar das características de fábulas como os pensamentos humanos em Pax.n Várias atitudes e dos animais da obra estão bem próximos a realidade, tendo em vista a pesquisa que a autora fez para desenvolver esses personagens, tornando-os verossímeis, sendo assim maravilhosos.

Ao final da obra, chega-se a moral da história. Ambos os personagens viveram a jornada do herói, e agora? qual caminho seguir? qual aprendizado retirado desse processo? Deve-se então discutir-se mais sobre as consequências de uma guerra antes de começa-lá? O que vale a pena afinal de contas em todo esse aprendizado?

A história de Pax, com certeza deixará marcas em todos os leitores que resolverem se aventurar por suas páginas.

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