Tem no Netflix - The OA

janeiro 20, 2017 / Redação SOODA /

Série que mescla questões espirituais e ficção cientifica que é capaz de deixar a nossa mente instável por dia.



Foto Divulgação / Netflix

Ciência e espiritualidade são duas coisas que não tem se dado muito bem, afinal de contas, o espiritual parte muito para o campo da "crença" e a ciência, exige uma metodologia, e testes, é uma espécie de "ver para crer", a grosso modo. Hoje, já existem alguns estudos científicos que permeiam a questão espiritual, porém são muito poucos e muitas vezes desacreditados. A questão é: Os dois podem se cruzar? Em The OA talvez essa linha esteja mais tênue do que se imagina.

A história segue a vida de Prairie, uma mulher adulta que era cega e retorna sete anos depois de seu desaparecimento. Porém, em seu retorno ela passa por uma experiência de quase morte, ao se jogar de uma ponte. Depois que ela é resgatada, seus pais vão até o hospital e percebem que ela não é mais cega. Ao chegar em sua vizinhança ela reúne um grupo de cinco pessoas, em uma casa abandona e começa a contar uma história. E assim a série vai se desenrolando.


Foto Divulgação / Netflix

A série tem um inicio extremamente lento, e o seu primeiro episódio com quase 1h30 demora mostrar a que veio, porém quando começa a chamada da série depois de 40 min do seu inicio, a história começa se desenrolar. Apostando, que você também teve um inicio difícil com a série, elencamos cinco motivos para não desistir dela. Confira abaixo:

NARRADORA NÃO CONFIÁVEL
Após os 40 primeiros minutos do episódio um, quando vamos nos ambientando na série, conhecendo os personagens, chega o momento que Prarie começa a contar a sua história. Porém, quando retorna à sua casa, várias pessoas recomendaram que ela frequentasse um psiquiatra a fim de minimizar os impactos do trauma de seu desaparecimento, então tudo que ela conta, pode não ser verdade. Recurso comum em séries policiais, o narrador não confiável aqui da o tom da maior parte dos acontecimentos, e faz você refletir, se aquilo que está sendo contado é verdadeiro ou falso.


Foto Divulgação / Netflix

DISCUSSÕES SOBRE CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE
Sem dar spoilers, mas a partir do segundo e terceiro episódio você começa a entender o desaparecimento de Prarie, e a relação entre um cientista que está em busca de respostas relacionadas a eventos espirituais, e os acontecimentos da vida da personagem, inclusive como ela ficou cega, como ela voltou a enxergar. E conforme as revelações vão acontecendo, o enredo principal vai se tornado cada vez mais interessante. Apesar de que vale ressaltar que as teorias aplicadas na série não tem nenhuma base científica.

ATUAÇÕES ÍMPARES
Apesar de concordar em parte com a vlogueira Carol Moreira, quando ela diz que a protagonista da história é relativamente exagerada. Os outros personagens são bem diferentes, atuando na medida do que foi proposto não permitindo que a série caia em descrédito, afinal alguns temas discutidos são relativamente transcendentais, inclusive o desenrolar do último episódio se pesasse mais um pouquinho na atuação, poderia ter ficado caricato. Os destaques na minha opinião vão para os pais da protagonistas, estrelados por Alice Krige (Rainha Borg de Star Trek), Scott Wilson (The Walking Dead) e o personagem do cientista estrelado por Jason Isascs (Lúcios Malfoy da série Harry Potter).


Foto Divulgação / Netflix

A DOR FÍSICA E PSICOLÓGICA DE UMA PRISÃO
Ao longo da série, é possível conhecer alguns personagens que estão presos (não é spoiler pesado, levando-se em consideração as várias fotos sobre isso). E nessas circunstâncias, as vezes sabemos poucos sobre quais são os sentimentos das pessoas que estão ali. Nessa série, percebe-se que existe uma dor intensa tanto física quanto psicológica, não só relativos a desumanidade do que é ter a vida enclausurada, mas que além do corpo a nossa mente pode acabar se fechando nesse espaço-tempo, provocando reações inesperadas.


Foto Divulgação / Netflix

PLOT TWIST FINAL
Apesar de ter deixados muitas dúvidas ao se encerrar, a série teve um plot no final bem agoniante, onde tudo que foi construído começa a fazer sentido (vide-se bem o termo começa)e o acontecimento em si tenta puxar o seu lado emocional,que corroborou com a trilha sonora fotografia, montagem das cenas. Enfim, a cena em si leva-se a várias discussões, onde poderíamos conversar aqui por horas e horas, até porque depois dela, tudo começa aficar meio vago de novo.

Deem uma chance para THE OA te surpreender.


THE OA
LANÇAMENTO: 16 de dezembro de 2016
DURAÇÃO: 8 Episódios (1° Temporada - Em andamento)
PAÍS: USA
Ficção Cientifica, Espiritualidade, Ação;
04 ESTRELAS
Prairie Johnson é uma garotinha cega que desaparece. Sete anos depois, ela retorna, com a visão perfeita. A jovem (Brit Marling) tenta explicar aos pais o que aconteceu durante a sua ausência. Para a surpresa de todos, ela diz que nunca realmente se foi, mas estava em outro plano da existência... Num lugar invisível.

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