A Arte de Colaborar - Crowdfunding e a Literatura

fevereiro 09, 2017 / Redação SOODA /

Com o mercado de livros ainda muito fechado a alternativa é recorrer diretamente ao principal detentor do dinheiro: O leitor


Ilustração: Mzclick


O mercado literário no Brasil nunca foi fácil, e com a crise econômica que se instalou nos últimos dois anos, ele tem se tornado cada vez pior. estima-se que a retração em 2016 tenha chegado ao em torno de 9% de acordo com o Painel de Vendas da NILSEN. Porém, algumas alternativas tem se mostrado bastante eficiente para a publicação de obras no país: O Crowdfunding.

Surgido no Brasil, a partir de 2011, essa forma de financiamento colaborativo advém do conceito de Crowdsourcing, que diz respeito a execução de um projeto de forma colaborativa, onde uma ideia para ser desenvolvida, pode ser executada por diversos atores, que entram com a sua colaboração (ideias, ou técnica). Esse fenômeno cresceu consideravelmente, depois da expansão da internet e das redes sociais. E claro, viu-se que além de técnicas e ideias viu-se esse modelo como uma possibilidade de negócio, potencializado com a primeira eleição de Barack Obama, em 2008.

No universo literário, isso não tem sido mais novidade, por exemplo somente no Cartase, em 2016 foram R$ 3,2 milhões arrecadados em publicações (literatura, quadrinhos e mídia impressa), sendo aproximadamente 20% do total que o maior site de financiamento colaborativo do Brasil arrecadou para seus projetos. Ou seja, vários autores já viram o potencial de se investir nessa plataforma

Foto Divulgação


AUTORES QUE DERAM CERTO

J.P. Schimidit é um exemplo de que essas plataformas dão certo. O seu primeiro livro Guardiões do Pecado, conseguiu ser publicado através do Cartase, entre os anos de 2015 e 2016 e agora ele já colhe os louros desse processo que foi a venda de mais de 800 exemplares vendidos em feiras e eventos literários. Agora, ele está em busca de realizar a sua segunda publicação, no qual ele resgata personagens do seu primeiro livro, que entram em uma nova jornada, baseada em suas campanhas medievais de RPG. (Conheça mais sobre o seu projeto aqui)

Foto Divulgação


AS EDITORAS TAMBÉM INVESTEM EM FINANCIAMENTO COLABORATIVO

Não somente autores, mas editoras também estão vendo essas plataformas como um local importante para captar recursos para as suas publicações. A Editora Empíreo, por exemplo já colocou três projetos na plataforma Kickante, sendo que dois deles foram finalizados com sucesso. Em 2017, a editora agora colocou mais um projeto em voga, no qual pretende realizar publicações em homenagem aos 120 anos do Drácula. (Conheça o projeto aqui)

BRINDES E BÔNUS

Para atrair o público, os autores dos projetos no Cartase normalmente empregam bonificações que vão aumentando conforme o valor da doação. J.P. Schimidt promete para a sua nova campanha, desde ebook, até marcadores mgnéticos, e contos escritos a próprio punho. Já a editora Empireo oferece livros de seu catalogo e cursos voltados para quem quer trabalhar como escritor ou no mercado literário (exclusivo para São Paulo).

Ao final, quem ganha com essas propostas, quase sempre é o leitor que poderá conhecer novas obras que antes ficariam engavetadas e que terão mais uma opção de leitura e entretenimento.

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