Aguçando os sentidos lendo a Fúria e a Aurora

fevereiro 11, 2017 / Redação SOODA /

Livro com temática árabe, descreve os costumes dos povos do oriente, fazendo-nos querer sentir um pouco mais dessa imensidão cultural




Por descendência árabe, marido persa, entre outras questões que envolveram a falta de livros sobre essa temática em sua infância, a autora Renée Ahdieh evocou os contos árabes mais conhecidos da humanidade: 1001 Noites. E junto com eles, ela trouxe um mix cultural enorme e milenar. Então além de uma boa fantasia para o público YA, suas várias descrições durante a obra, trouxeram à tona sensações que fizeram muitas pessoas se tornarem fãs de seus livros. E é sobre isso que vamos falar agora, os sentidos aguçados em A Fúria e a Aurora:

Florada de Laranjeira
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OLFATO

Várias passagens desse livro, descrevem a imensidão de cheiros na cultura árabe, a exemplo da Pasta de Sândalo, Florarada de Laranjada que estavam no casamento de Sherazarde, além do jasmim, os cheiros das especiarias e até mesmo a mistura de tudo isso em meio ao deserto. Então, como não podemos dividir esses cheiros com vocês, convido-os a ir em uma casa de essência e solicitar um dos aromas citados acima e espalhe no ambiente enquanto você ler. A diferença em sua experiência literária será gritante... (Hum, já estou sentindo o cheiro daqui)...

VISÃO

As descrições desse livro não são enfadonhas, porém é difícil não comparar o castelo do Khalid ao Taj Mahal, na Índia, quando ela o descreve, sua relação com a água, o seu interior todo trabalhado no mármore, seus jardins. Além disso, a autora faz descrições de algumas tendas árabes no deserto, e as roupas. Álias, no inicio do livro ela descreve uma cena que o Khalid está somente com um Takki Vinho (Só isso, mas nada... Meu Deus, respira... hehehe).

Taj Mahal - Comparado ao Castelo de Khalid
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Interior do Taj Mahal
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Ok, imaginem esse rapaz só com o Takki Vinho (Respira, Respira, Respira...)
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AUDIÇÃO

A música não é algo tão presente nessa história, porém a gente acaba imaginando uma trilha sonora às várias cenas descritas, talvez culpa da novela Caminho das Índias da Tv Globo, ou Quem Quer Ser o Milionário e a música Jai Ho!. De qualquer forma, uma cena que provocou ciúmes em Sherazarde, foi quando apareceu uma dançarina do ventre, semelhante a que está abaixo:



PALADAR

Os temperos árabes não tem sido tanta novidade aqui no Brasil, tendo em vista que os Portugueses trouxeram vários deles que foram adquiridos então em nossa culinária. Mesmo assim, as descrições das mesmas feitas por Renée Ahdieh dão água na boca, desde as frutas como Pistaches, Figos, Amêndoas, Marmelo, até comidas bem elaboradas, entre elas: Arroz Basmati, Cebolas Caramelizadas, Espetinhos de Frango Marinado, Bolas de Queijo de Cabras e até mesmo as Terrinas de Sopa (Quem diria, a gente dizer que teve água na boca, por causa de Sopa).

TATO

Esse sentido é aguçado a todo momento, tendo a sensação do calor do deserto, ou ainda as ventanias e claro, o coração que pulsa mais forte ao toque, ou acalento é bem ressaltado em várias cenas no livro.

MAGIA

Esse seria um sexto sentido, porém esse a gente infelizmente não pode senti-lo como Sherazarde, apesar de que podemos criar em nossas mentes e torna-los reais. Um certo tapete conhecido da gente pode perambular por essa história também.

Outro detalhe é que as cenas mágicas estão mais presentes no segundo livro que foi lançado essa semana no Brasil. A Rosa e Adaga, que irá finalizar essa duologia, trará pela última vez (mais ou menos, tem os contos também)Khalid e Sherazarde pelas mãos de Renéé Ahdieh, e com certeza nossos sentidos voltarão a se aguçar.



Gostaram? Que tal imergir nessa história? Vocês podem pedir o primeiro livro aqui e o segundo livro aqui e com isso também ajudará o blog a crescer...

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