Resenha: A Hora do Lobisomem - Stephen King

agosto 11, 2017 / Rafael Lutty /

A lua cheia ilumina a cidade de Taker’s Mills e uivos quase humanos anunciam o terror eminente. Quem vai escapar da besta faminta?




E aqui estou, mais uma vez, para falar do sr. Stephen King. Desta vez, vamos falar sobre um dos clássicos do autor, que foi relançado pela editora Suma de Letras como parte da coleção Biblioteca Stephen King, que tem como objetivo relançar livros raros do autor aqui no Brasil. O primeiro volume da coleção foi Cujo, e agora temos A Hora do Lobisomem ganhando sua edição caprichada, ilustrada e de capa dura.



Originalmente lançado em 1983, o livro A Hora do Lobisomem é uma novela curta de King, dividida como um calendário. Os capítulos vão de janeiro a dezembro e concluem o período de um ano, em que a história é contada. Na trama acompanhamos pequena cidade de Tarker’s Mills no interior do Maine e o pânico que cresce entre os moradores quando uma série de assassinatos brutais começam a acontecer.

Lá fora, as pegadas da criatura são cobertas pela neve, e o uivo do vento parece selvagem de prazer. Não tem nada de Divino ou de luz naquele som insensível; só há o inverno sombrio e o gelo escuro. O ciclo do lobisomem começou.

Que fique claro que eu não estou dando spoiler algum quando digo que os assassinatos são obras de um lobisomem sedento por sangue e carne. Isso fica claro pelo título da obra e na primeira página do livro você já tem essa informação. A história passeia por vários personagens que têm seu cotidiano pacato, abalado com a série de assassinatos, com nenhum suspeito aparente. As evidências de que uma besta está por trás dos ataques em Taker’s Mills ficam mais claras a cada ataque, mas o bom senso faz com que os moradores não deem o braço a torcer para esta possibilidade.

Por ser um livro com menos de 150 páginas, não temos a profundidade característica do autor para seus personagens. Provavelmente o personagem em que King mais se aprofunda é Marty Coslaw, um garotinho aleijado que ganha ares de protagonista na história.


A história da cidade que é assolada por um horror a cada lua cheia, foi adaptada em um filme de 1985 com direção Daniel Attias e intitulado Silver Bullet. No filme, o foco no pequeno Marty e nos Coslaw de um modo geral, fica bem mais evidente. Em suma, o filme é bem adaptado, porém por se tratar de uma produção de baixo orçamento, alguns elementos acabam ganhando um tom meio “tosco” e cômico. Claro que para os amantes de filme trash (meu caso), é um prato cheio.


A edição da Suma de Letras traz as ilustrações originais de Bernie Wrightson e mais inéditas, dos ilustradores brasileiros Giovanna Cianelli, Rafael Albuquerque, Rebeca Prado e Lucas Pelegrineti. E é necessário destacar aqui o quanto esses artistas são de um talento ímpar e conseguem aprofundar o leitor na cena.



Uma novela curta, mas que traz, na sua essência, toda a habilidade de King para construir cenários em que o horror transita como rei. Recheado de cenas de embrulhar o estômago, A Hora do Lobisomem é um livro para se ler uma vez só, e uma boa pedida para os leitores que ainda não se aventuraram pela escrita de Stephen King.
A Hora do Lobisomem (Cycle of the Werewolf)
Autor: Stephen King
Ilustrações: Bernie Wrightson
Editora: Suma Das Letras
Ano: 2017
Skoob: 3.6 Estrelas / Goodreads: 3.6 Estrelas
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03 Estrelas
O primeiro grito vem de um trabalhador ferroviário isolado pela neve, enquanto as presas do monstro dilaceram sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia escapa de uma mulher atacada no próprio quarto. Agora toda vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Taker’s Mills, acontecem novas cenas de terror inimagináveis. Quem será a próxima vítima? Quando a lua sobe no céu, os moradores da cidade são tomados por um medo paralisante. Uivos quase humanos ecoam no vento. E há pegadas por todos os lados de um monstro cuja fome nunca é saciada.
Autor: Stephen King era um leitor fanático dos quadrinhos EC's horror comics incluindo Tales from the crypt, que estimulou seu amor pelo terror. Na escola, ele escrevia histórias baseadas nos filmes que assistia e as copiava com a ajuda de seu irmão David. King as vendia aos amigos, mas seus professores desaprovaram e o forçaram a parar. De 1966 a 1971, Stephen estudou Inglês na Universidade do Maine em Orono, onde ele escrevia uma coluna intitulada "King's Garbage Truck" para o jornal estudantil, o Maine Campus. Ele conheceu Tabitha Spruce lá e se casaram em 1971. O período que passou no campus influenciou muito em suas histórias, e os trabalhos que ele aceitava para poder pagar pelos seus estudos inspiraram histórias como "The Mangler" e o romance "Roadwork" (como Richard Bachman).

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